A Jordânia escreverá em 2026 o capítulo mais importante da trajetória da nação no futebol.
Após nove tentativas frustradas ao longo das décadas, a seleção finalmente garantiu vaga e disputará a Copa do Mundo pela primeira vez.
A vaga representa a coroação da geração considerada como a mais talentosa que o país já produziu, tendo sido, inclusive, vice-campeã da Copa da Ásia de 2023.
O feito encerra anos de frustrações e coloca a seleção asiática diante de um novo desafio: mostrar que a inédita presença no maior torneio do planeta pode marcar o início de um novo panorama para os jordanianos no mundo da bola.
Jordânia na Copa do Mundo
- Primeira Copa do Mundo: 2026
- Grupo: J
Campanha histórica nas eliminatórias
A trajetória rumo ao Mundial não começou fácil. A Jordânia entrou diretamente na segunda fase das eliminatórias asiáticas e teve um início irregular, com empate fora de casa diante do Tajiquistão e derrota em casa para a Arábia Saudita. A reação, porém, foi imediata.
A equipe engatou quatro vitórias consecutivas, incluindo uma goleada por 7 a 0 sobre o Paquistão, resultado fundamental para ultrapassar os sauditas no saldo de gols.
Já sob o comando do técnico Jamal Sellami na fase seguinte, a seleção manteve o bom nível e atingiu 16 pontos após vitória por 3 a 0 sobre Omã, em junho de 2025.
A vaga foi confirmada poucas horas depois, quando o Iraque perdeu para a Coreia do Sul e garantiu matematicamente aos jordanianos uma das vagas diretas do grupo antes mesmo da rodada final.
Trio ofensivo talentoso: trunfo dos jordanianos para a Copa
Grande parte da confiança em uma campanha competitiva vem do trio ofensivo formado por Mousa Al Tamari (Rennes-FRA), Yazan Al Naimat (Al-Arabi-CAT) e Ali Olwan (Al-Sailiya-CAT).
Os três foram decisivos na fase final das Eliminatórias e foram responsáveis por grande parte dos gols que levaram a Jordânia à Copa.
Quase lá: o trauma de 2014
A classificação para 2026 também tem sabor de redenção. O episódio mais marcante antes disso havia sido a campanha rumo ao Mundial de 2014.
Na ocasião, a Jordânia eliminou o Uzbequistão nos pênaltis na quinta fase das Eliminatórias Asiáticas e garantiu vaga na repescagem intercontinental.
O sonho parecia próximo, mas o adversário era um gigante: o Uruguai, então semifinalista da Copa de 2010 e liderado por nomes como os craques Luis Suárez, Edinson Cavani e Diego Forlán.
A seleção sul-americana venceu com autoridade o jogo de ida em Amã e segurou um empate em Montevidéu, adiando novamente o sonho jordaniano. Doze anos depois, a história finalmente mudou.
Artilheiro nas eliminatórias
Entre os nomes marcantes da trajetória jordaniana rumo às Copas, um se destaca: Hassan Abdel-Fattah. Mesmo atuando como meia, ele se tornou o maior artilheiro do país em Eliminatórias, com 16 gols.
O momento mais emblemático aconteceu na goleada por 9 a 0 sobre o Nepal, quando marcou quatro vezes. O feito entrou para a história como a maior vitória da seleção.