Copa do Mundo: Domínguez assume 'sozinho' luta por expansão
Mandatário do futebol sul-americano falou por duas vezes do tema nas redes sociais após fim do Mundial

Alejandro Domínguez, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), foi às redes sociais por duas vezes para citar o tema da expansão da Copa do Mundo. O mandatário do futebol sul-americano tratou como 'grande oportunidade' a possibilidade de expandir o número de participantes de 48 para 64 seleções. A posição, no entanto, não é popular entre os 'pares'.
Em abril, o presidente da UEFA classificou a possível expansão como uma 'má ideia'. Segundo Aleksander Ceferin a ação prejudicaria a Copa do Mundo e o processo de qualificação.
A mesma postura foi adotada pelos presidentes da Concacaf (Victor Montagliani) e da AFC (Salman bin Ibrahim Al Khalifa). O mandatário asiático inclusive apontou que a ação tornaria o torneio 'um caos'.
"Alguém pode surgir e demandar um aumento para 132 times. Onde isso terminaria?", questionou.
Expansão na América
As falas de Domínguez demonstram um claro de interesse para que realizem mais jogos na América do Sul. O Mundial saltaria de 104 jogos para 128 jogos e, com a maior distribuição, haveria a possibilidade de alocar mais jogos no continente.
O objetivo também é expandir a participação do Paraguai. Domínguez, que é paraguaio, tem como interesse aumentar a influência também no país. A final da Copa Sul-Americana, por exemplo, é disputada no país há dois anos.
A Copa do Mundo terá um jogo no país e o objetivo é que seja realizado no estádio Osvaldo Domínguez Dibb, projetado com capacidade acima de 46 mil pessoas. Histórico dirigente do Olímpia, Osvaldo (falecido em 2024), era pai de Alejandro Domínguez.
No atual formato, com 48 seleções, um jogo será disputado no Paraguai em "reconhecimento ao papel do país" como sede da CONMEBOL, a primeira e única confederação existente na época da primeira edição da Copa do Mundo.
E a Fifa?
A entidade máxima do futebol não se pronunciou, e nem deve se pronunciar, sobre as falas de Domínguez. O último comentário público foi feito em março de 2025, quando a Fifa assumiu estudar a possibilidade.
“Uma proposta para analisar uma Copa do Mundo da Fifa com 64 seleções para celebrar o centenário da Copa do Mundo da Fifa em 2030 foi levantada espontaneamente por um membro do Conselho da Fifa no item de pauta ‘diversos’, próximo ao fim da reunião do Conselho realizada em 5 de março de 2025. A ideia foi reconhecida, uma vez que a Fifa tem o dever de analisar qualquer proposta apresentada por um de seus membros do Conselho", diz o comunicado.
Gianni Infantino, dado o contexto, dificilmente vai contra a posição pública de outros parceiros. A próxima eleição da Fifa, em março de 2027, tem o atual presidente como único candidato e provável vencedor.
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.



