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Copa do Mundo chega ao fim com mudanças e promessas de inovação no futebol

Competição foi marcada por diferentes alterações - e algumas delas vão ficar

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Show do intervalo gigante da final da Copa do Mundo
Show do intervalo gigante da final da Copa do Mundo • Reprodução / CazéTV

A primeira Copa do Mundo com três sedes foi marcada também por uma série de mudanças e inovações. Algumas que foram pontuais para o torneio recém-encerrado, mas outras que devem ter sequência nos próximos torneios.

Veja os exemplos:

  • Intervalo gigante na final: a Fifa quebrou a regra do jogo que ela mesma gere para fazer do intervalo da final um show musical. Era uma réplica do que acontece no Super Bowl, final da NFL (principal liga de futebol americano dos EUA). Foram 27 minutos sem futebol, em vez dos tradicionais 15.
  • Suspensão "adiada": nas oitavas de final, contra Bósnia e Herzegovina, o atacante estadunidense Falorin Balogun foi expulso. Mas não cumpriu a suspensão automática após a intervenção do presidente do país, Donald Trump, junto à Fifa. A pena foi cassada e o jogador atuou nas quartas de final.
  • Número de seleções: foi o primeiro Mundial com 48 seleções, em vez de 32, como vinha sendo desde 1998. O aumento de representantes - crescimento de 50%, em política adotada por Gianni Infantino - calou críticos que temiam perda no nível técnico e acrescentou histórias que poderiam não ser vistas, como as de Cabo Verde e da República Democrática do Congo.
  • "Quatro tempos": a parada para hidratação, por volta dos 22 minutos de cada etapa, mudou a dinâmica de diversas partidas. Além do período de descanso e refresco para os jogadores, os treinadores também foram beneficiados com a possibilidade de fazerem ajustes táticos.
  • Tecnologia: foi também a Copa mais tecnológica de todos os tempos. O impedimento semiautomático deu mais celeridade e acertos nas tomadas de decisão da arbitragem. A presença do chip na bola também favoreceu a competição. O gol da Croácia, no fim do jogo contra Portugal, não foi validado somente pela percepção de um toque irregular na jogada. Por outro lado, a "spider cam" foi alvo de polêmica. Porque a bola teria tocado no cabo durante a jogada do gol de empate da Inglaterra contra a Noruega. A arbitragem não percebeu e, posteriormente, a Fifa negou o toque. Em campo, os jogadores da seleção nórdica reclamaram.
 
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Correspondente digital da Itatiaia no Rio de Janeiro. Formado na PUC Rio, já cobriu clubes e negócios do esporte, além de ter experiência como assessor de imprensa e editor de texto. Se o esporte move paixões, ele pode mudar vidas.

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