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Com algozes em comum, Brasil e Japão buscam mudar 'destino repetido' para seguir na Copa

Seleção Brasileira enfrenta japoneses na próxima segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos, pelos 16 avos de final

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Bruno Guimarães, do Brasil, e Keito Nakamura, e Japão, na Copa do Mundo
Primeiro uniforme do Japão para a Copa do Mundo de 2026 • Rafael Ribeiro / CBF | Divulgação/Japão

Brasil e Japão entram em campo pelos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026 carregando uma curiosa coincidência recente. Nas duas últimas edições do Mundial, as seleções foram eliminadas pelos mesmos adversários: Bélgica, em 2018, e Croácia, em 2022.

Mais do que isso, os roteiros das despedidas apresentaram semelhanças marcantes, com vantagem construída durante as partidas, reação dos rivais e frustração ao fim dos 90 minutos — ou dos pênaltis.

Na Copa do Mundo da Rússia, Brasil e Japão cruzaram com a Bélgica nas quartas e oitavas de final, respectivamente.

O Japão esteve muito perto de protagonizar uma das maiores zebras da história dos Mundiais. Em Rostov-on-Don, abriu 2 a 0 no início do segundo tempo, com gols de Genki Haraguchi, aos 48 minutos, e Takashi Inui, aos 52. A Bélgica reagiu rapidamente: Jan Vertonghen diminuiu aos 69, Marouane Fellaini empatou aos 74 e, já nos acréscimos, aos 94 minutos, Nacer Chadli completou um contra-ataque fulminante iniciado após um escanteio japonês para decretar a vitória belga por 3 a 2.

Dias depois, foi a vez do Brasil encontrar a Bélgica. Nas quartas de final, em Kazan, os europeus abriram 2 a 0 ainda no primeiro tempo. O primeiro gol saiu em um lance de azar, quando Fernandinho marcou contra aos 13 minutos. Aos 31, Kevin De Bruyne ampliou em rápido contra-ataque. O Brasil pressionou durante toda a etapa final e descontou com Renato Augusto, de cabeça, aos 76 minutos, mas não conseguiu evitar a derrota por 2 a 1, que encerrou a campanha da equipe comandada por Tite.

Quatro anos depois, Brasil e Japão voltaram a cair diante do mesmo adversário: a Croácia.

Nas oitavas de final da Copa do Catar, o Japão saiu na frente diante dos croatas com gol de Daizen Maeda, aos 43 minutos do primeiro tempo. A Croácia empatou aos 55 minutos, com Ivan Perisic, e o placar permaneceu em 1 a 1 durante a prorrogação. Nos pênaltis, o goleiro Dominik Livaković brilhou ao defender as cobranças de Takumi Minamino, Kaoru Mitoma e Maya Yoshida. Os croatas venceram a disputa por 3 a 1 e avançaram às quartas.

Poucos dias depois, a história se repetiria com o Brasil. Também pelas quartas de final, a equipe brasileira dominou boa parte do confronto e abriu o placar apenas na prorrogação. Neymar marcou aos 105+1 minutos, após bela jogada individual, tornando-se o maior artilheiro da história da Seleção ao lado de Pelé na época. No entanto, a vantagem durou pouco. Aos 117 minutos, Bruno Petković empatou para a Croácia em um contra-ataque finalizado com desvio na defesa brasileira.

Nos pênaltis, a Croácia voltou a mostrar eficiência. Nikola Vlasic, Lovro Majer, Luka Modrić e Mislav Orsic converteram suas cobranças. Pelo Brasil, Rodrygo parou em Livaković e Marquinhos acertou a trave na última cobrança. O placar de 4 a 2 nas penalidades decretou mais uma eliminação brasileira.

Brasil x Japão

A Seleção Brasileira enfrenta o Japão nos 16 avos de final. A partida está marcada para o dia 29 de junho, segunda-feira, às 14h (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos.

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Rômulo Giacomin é repórter multimídia da Itatiaia. Formado pela UFOP, tem experiência como repórter de cidades da Região dos Inconfidentes, e, na cobertura esportiva, passou por Esporte News Mundo, Estado de Minas, Premier League Brasil e Trivela.

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