Estádios ‘esvaziados’ inflam críticas à Copa América em comparação com Eurocopa ‘lotada’
Diferenças na lotação dos estádios, somadas ao preço dos ingressos, acendem críticas à Conmebol e reflexões sobre evento nos EUA

Para as semifinais, a baixa presença de torcedores nos estádios também pode ser uma constante. No duelo desta terça-feira (9), entre Argentina e Canadá, o preço dos ingressos varia entre 249 dólares (R$ 1.363) e 1.006 dólares (R$ 5.509), valores que também podem afastar o público dos estádios.
Comparativo com a Eurocopa impressiona
Disputada simultaneamente à Copa América, a Eurocopa passa longe de qualquer problema ligado à lotação dos estádios. O mesmo levantamento aponta que menos de 3% dos ingressos ficaram à disposição ao longo de 36 jogos na fase de grupos.
A comparação de ingressos não vendidos é de 25% na Copa América, contra 2,7% na Eurocopa, disputada na Alemanha e que também terá a final disputada no domingo (14).
Por que a diferença é tão grande?
Sergio Hoyos destacou dois pontos principais que justificam estádios vazios na Copa América, ao mesmo tempo em que as arenas estão praticamente lotadas na Eurocopa. O primeiro deles diz respeito à localização dos torneios.
A Alemanha, sede da Euro, é um país centralizado no continente, o que facilita o deslocamento de diversos torcedores das nações participantes. No caso dos Estados Unidos, que recebem a Copa América, existem grandes distâncias a serem percorridas por praticamente todas as torcidas da América do Sul.
Além disso, o jornalista destaca a cultura do futebol nos países. Tendo em vista que os EUA são um dos poucos exemplos em que o futebol não é o esporte mais popular, a presença de nativos nos estádios é muito menor, especialmente na comparação com a Alemanha.
Mesmo com a chegada do argentino Lionel Messi ao futebol dos EUA, os novos adeptos ao esporte não foram numerosamente suficientes para lotar os estádios na Copa América. Vale lembrar que o país será uma das sedes da Copa do Mundo de 2026, ao lado de México e Canadá.
Com a baixa adesão de torcedores na Copa América, também surgem dúvidas do cenário que será presenciado daqui dois anos, quando o país for a casa do esporte mais famoso do mundo durante um mês.
Jornalista formado na PUC Minas. Experiência com reportagens, apresentação e edição de texto em televisão, rádio e web. Vivência em editorias de Cidades e Esportes.



