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Como The Best marcado 'às pressas' transforma Vini Jr. em favorito a receber o troféu

Itatiaia conta os bastidores de agendamento 'de um dia para o outro' de um dos eventos anuais mais importantes do futebol, que será em Doha nesta terça-feira (17)

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Vini Jr., do Real Madrid • Reprodução/Instagram/realmadrid

O comunicado da Fifa nesta segunda-feira (16) de que anunciará amanhã, terça-feira (17), os vencedores do The Best, seu prêmio de melhor do mundo, chamou a atenção por alguns motivos. É incomum a entidade marcar um evento tão importante de um dia para o outro e, normalmente, a festa ocorre em janeiro em formato grandioso, com centenas de convidados importantes do mundo do futebol e fora dele também.

O jantar com o anúncio dos vencedores receberá algumas personalidades, segundo a Fifa, e será em Doha, no Catar. A premiação virtual, a partir das 14h (de Brasília), terá transmissão pelo site da Fifa, o que indica que os candidatos, e vencedores, não estarão presentes. Ou quase todos não estarão presentes.

O brasileiro Vinícius Júnior é apontado como favorito a ser escolhido o melhor do mundo e receber o troféu pessoalmente, já que o Real Madrid está no país para a final do Intercontinental.

A entrega em Doha não é por acaso. O jantar de gala desta terça-feira (17) estava marcado para o Aspire Academy, na capital do Catar, um centro de treinamento super moderno (e com espaço para uma festa chique) desde setembro, quando a cidade foi anunciada como sede da fase final da Copa Intercontinental, o novo Mundial de Clubes anual da Fifa.

Só que esse jantar, a princípio, seria uma confraternização para celebrar o Intercontinental, na véspera da final, que será quarta-feira (18), no estádio Lusail, o mesmo da final da Copa do Mundo de 2022. A data marcará exatamente os dois anos do final do mundial de seleções conquistado pela Argentina, e a festa teria a presença de personalidades do futebol, dirigentes, políticos do Catar, entre outros.

Nos últimos dias, entretanto, a cúpula da Fifa começou a avaliar a possibilidade de anunciar também em Doha, nesse jantar, os vencedores do The Best, que teve os finalistas divulgados em 28 de novembro. Inicialmente, a festa ocorreria em meados de janeiro, mas o modelo de entrega de fato estava em aberto para tentar evitar o que aconteceu em 15 de janeiro de 2024, quando o vencedor, Lionel Messi, simplesmente não apareceu para receber seu troféu.

Um evento virtual era uma solução que evitaria um esvaziamento e nova saia-justa, mas a ideia de fazer no Catar, em dezembro, aproveitando o jantar já previamente marcado, se consolidou apenas após a cúpula da Fifa conhecer o resultado do The Best, ou seja, quem ganhou o quê.

E a partir do momento que o brasileiro Vinícius Júnior é um dos favoritos, e estará em Doha esta semana com seu time, o Real Madrid, para encarar o Pachuca (MEX) na final do Intercontinental, a Fifa pode ter resolvido qualquer problema de esvaziamento do evento com a entrega presencial do troféu, claro, caso o brasileiro tenha sido o vencedor (o que é a aposta de muita gente nos bastidores da entidade).

Novo rumo

Após Messi faltar no The Best passado, a direção da Fifa cogitou mudar a forma de votação e até o nome do evento, mas no fim das contas permaneceu tudo igual. Especialistas apontam uma lista, que em 2024 tem 11 nomes no caso do melhor jogador masculino, e jornalistas, capitães e treinadores das 211 associações filiadas, além de torcedores, votam.

Em 28 de outubro, Vini Jr. perdeu o Bola de Ouro, conceituado prêmio de melhor do mundo dado pela revista “France Football”, para o espanhol Rodri, do Manchester City.

O Real Madrid iria em peso ao evento, com boa parte de seus jogadores, mas decidiu boicotar de última hora ao saber que Vini não ganharia. Ter o Real em seu evento nesta terça seria, para a Fifa, um “golaço” contra a premiação “concorrente”.

Além de Vini Jr, outros brasileiros competem a prêmio: Ederson (Manchester City), melhor goleiro, Marta (Orlando Pride), a gol feminino mais bonito, novidade do ano e que terá o troféu com o nome da brasileira, uma das melhores da história, Arthur Elias (Corinthians e Seleção Brasileiro), a técnico do futebol feminino, e o vascaíno Guilherme Gandra Moura, o pequeno Gui, a torcedor do ano da Fifa.

Veja os indicados em cada categoria

Melhor Jogador: indicados

  • Dani Carvajal (Espanha), Real Madrid
  • Erling Haaland (Noruega), Manchester City
  • Federico Valverde (Uruguai), Real Madrid
  • Florian Wirtz (Alemanha), Bayer Leverkusen
  • Jude Bellingham (Inglaterra), Real Madrid
  • Kylian Mbappé (França), Paris Saint-Germain/Real Madrid
  • Lamine Yamal (Espanha), Barcelona
  • Lionel Messi (Argentina), Inter Miami
  • Rodri (Espanha), Manchester City
  • Toni Kroos (Alemanha), Real Madrid (agora aposentado)
  • Vinicius Jr (Brasil), Real Madrid

Melhor Jogadora: indicadas

  • Aitana Bonmati (Espanha), Barcelona
  • Barbra Banda (Zâmbia), Shanghai Shengli/Orlando Pride
  • Caroline Graham Hansen (Noruega), Barcelona
  • Keira Walsh (Inglaterra), Barcelona
  • Khadija Shaw (Jamaica), Manchester City
  • Lauren Hemp (Inglaterra), Manchester City
  • Lindsey Horan (Estados Unidos), Olympique Lyonnais
  • Lucy Bronze (Inglaterra), Barcelona/Chelsea
  • Mallory Swanson (Estados Unidos), Chicago Red Stars
  • Mariona Caldentey (Espanha), Barcelona/Arsenal
  • Naomi Girma (Estados Unidos), San Diego Wave
  • Ona Batlle (Espanha), Barcelona
  • Salma Paralluelo (Espanha), Barcelona
  • Sophia Smith (Estados Unidos), Portland Thorns
  • Tabitha Chawinga (Maláui), Paris Saint-Germain/Olympique Lyonnais
  • Trinity Rodman (Estados Unidos), Washington Spirit

Melhor treinador no futebol masculino: indicados

  • Carlo Ancelotti (Itália), Real Madrid
  • Lionel Scaloni (Argentina), Argentina
  • Luis de la Fuente (Espanha), Spain
  • Pep Guardiola (Espanha), Manchester City
  • Xabi Alonso (Espanha), Bayer Leverkusen

Melhor Treinador(a) no futebol feminino: indicados

  • Arthur Elias (Brasil), Brasil
  • Elena Sadiku (Suécia), Celtic
  • Emma Hayes (Inglaterra), Chelsea/EUA
  • Futoshi Ikeda (Japão), Japan
  • Gareth Taylor (Inglaterra), Manchester City
  • Jonatan Giraldez (Espanha), Barcelona/Washington Spirit
  • Sandrine Soubeyrand (França), Paris FC
  • Sonia Bompastor (França), Olympique Lyonnais/Chelsea

Melhor Goleiro: indicados

  • Andriy Lunin (Ucrânia), Real Madrid
  • David Raya (Espanha), Arsenal
  • Éderson (Brasil), Manchester City
  • Emiliano Martínez (Argentina), Aston Villa
  • Gianluigi Donnarumma (Itália), Paris Saint-Germain
  • Mike Maignan (França), AC Milan
  • Unai Simon (Espanha), Athletic Club

Melhor Goleira : indicadas

  • Alyssa Naeher (Estados Unidos), Chicago Red Stars
  • Ann-Katrin Berger (Alemanha), Chelsea/NJ/NY Gotham
  • Ayaka Yamashita (Japão), INAC Kobe Leonessa/Manchester City
  • Cata Coll (Barcelona), Barcelona
  • Mary Earps (Inglaterra), Manchester United/Paris Saint-Germain

Prêmio Marta (gol feminino mais bonito)

Delphine Cascarino (FRA), Olympique de Lyon–Benfica

Marina Hegering (GER), Essen–Wolfsburg

Sakina Karchaoui (FRA), Francia–Suecia

Paulina Krumbiegel (GER), Duisburg–Hoffenheim

Marta (BRA), Brasil–Jamaica

Nina Matejić (SRB), selección sub-19 femenina de Serbia–selección sub-17 femenina de Inglaterra

Beth Mead (ENG), Arsenal–West Ham United

Giuseppina Moraca (ITA), Lazio–Bologna

Asisat Oshoala (NGA), Barcelona–Benfica

Mayra Pelayo (MEX), México–Estados Unidos

Trinity Rodman (USA), Estados Unidos–Japón

Prêmio Puskás (gol masculino mais bonito)

Hassan Al Haydos (QAT), Catar–RP China

Terry Antonis (AUS), Melbourne City–Western Sydney Wanderers

Yassine Benzia (ALG), Argelia–Sudáfrica

Walter Bou (ARG), Lanús–Tigre

Michaell Chirinos (HON), Costa Rica–Honduras

Federico Dimarco (ITA), Inter de Milán–Frosinone

Alejandro Garnacho (ARG), Everton–Manchester United

Mohammed Kudus (GHA), West Ham United–Freiburg

Denis Omedi (UGA), KCCA–Kitara

Paul Onuachu (NGA), Trabzonspor–Konyaspor

Jaden Philogene (ENG), Rotherham United–Hull City

Prêmio torcedor da Fifa

José Armando (MEX)

Craig Ferguson (SCO)

Guilherme Gandra Moura - o pequeno Gui (BRA)

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.

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