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Às vésperas do clássico escocês, primeiro brasileiro do Rangers explica a rivalidade

Volante Emerson atuou em Glasgow em 2004 pouco antes de retornar ao Brasil e defender o Vasco; equipe encara o Celtic neste domingo

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Emerson defendendo os Rangers no futebol da Escócia
Emerson defendendo os Rangers no futebol da Escócia • Arquivo pessoal

Pouco conhecido no futebol brasileiro, o ex-volante Emerson fez toda sua carreira no futebol europeu e quebrou vários paradigmas por lá. Ele foi o primeiro jogador brasileiro a jogar no tradicional Ranges, da Escócia, e viveu de perto a rivalidade contra o Celtic, que ultrapassa o campo e bola.

“Lá foi um dos melhores momentos da minha vida. Viver aquela cultura. Os clássicos eram jogados de manhã pra não correr risco do pessoal ficar bebendo o dia todo (risos). De vez em quando dou uma passadinha lá, vou lá na cidade lá, apesar que é frio pra caramba. Adoro o lugar. Pessoal me reconhece, é satisfatório para mim ter feito história de ser o primeiro brasileiro a jogar lá. É um campeonato muito difícil também, mais pegado do que na Inglaterra porque são menos talentosos. Mas o clássico de Glasgow com certeza te traz uma emoção diferente”, contou em entrevista exclusiva à Itatiaia.

Celtic e Rangers dominam o futebol da Escócia. Atualmente, ambos possuem 55 títulos conquistados, quem vencer a atual temporada se isola na ponta. No entanto, o Hearts é a grande surpresa e vai liderar a Premiership escocesa.

Na Copa da Liga Escocesa, o Rangers soma 28 taças contra 22 do Celtic. Na Copa da Escócia, o Celtic tem 42, enquanto ex-time de Emerson tem 34 taças.

Entenda a rivalidade

A rivalidade entre Rangers e Celtic, conhecida como "Old Firm", é profundamente enraizada em questões religiosas e culturais na Escócia, refletindo o conflito histórico entre católicos e protestantes. O Celtic foi estabelecido para a comunidade católica irlandesa, enquanto o Rangers se tornou o clube protestante.

Essa polarização, agravada pela imigração irlandesa no século XIX, transformou o clássico em uma poderosa expressão de identidades, carregada de tensões políticas e sectárias.

Em grandes da Europa

Além de desbravar o futebol da Escócia, Emerson teve passagens por gigantes do futebol europeu como Porto-POR e Atlético de Madrid-ESP. Ele também se tornou um dos ídolos do Middlesbrough-ING atuando ao lado de nomes como Branco e Juninho Paulista.

Geração brasileira na Premier League

Conhecedor da Premier League, Emerson também deu seu palpite para a geração brasileira que está chegando por lá. Inclusive elogiou Estêvão, que está começando a se destacar com a camisa do Chelsea-ING.

“Sempre falo, o grande jogador sempre vai ser um grande jogador. Quem pode ser o grande exemplo para o Estêvão é o Juninho Paulista, que é meu padrinho de casamento. Ele sempre foi pequenininho. Diziam ‘não vai dar bom’. Ainda mais na época que o futebol inglês era um pouco mais rígido. Agora tem craque para caramba, entendeu? Então Estêvão, João Pedro, até o Matheus Cunha, são jogadores que estão representando o nosso nome lá, o nome do Brasil, e estão indo bem. Sei que vão arrebentar lá porque são grandes jogadores”, analisou.

A carreira

Emerson começou no Coritiba e logo se transferiu para o futebol europeu. Em Portugal, defendeu o Belenenses até chegar ao Porto. No gigante português foi destaque e negociado com o Middlesbrough.

A boa passagem na Inglaterra levou o volante para Espanha defender Tenerife, Deportivo e Atlético de Madrid. Seguiu para o Rangers e teve uma breve passagem no Vasco.

Emerson ainda Xanthi e AEK, ambos da Grécia, e o Apoel, do Chipre, encerrando em 2008 com a camisa do Madureira.

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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.

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