Fifa lança estratégia de sustentabilidade e direitos humanos para a Copa do Mundo Feminina
Ao todo, o plano estabelece 15 objetivos distribuídos em quatro pilares

A Fifa divulgou nesta terça-feira (4) a estratégia de sustentabilidade e direitos humanos para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá o Brasil como sede. O plano reúne iniciativas voltadas à responsabilidade ambiental, à proteção dos direitos humanos e ao desenvolvimento da economia local.
Primeira edição do Mundial Feminino realizada na América do Sul, o torneio terá oito cidades-sede. A estratégia da entidade considera todo o ciclo de vida da competição, desde a preparação até a realização e o legado após o fim do evento.
Ao todo, o plano estabelece 15 objetivos distribuídos em quatro pilares: social, ambiental, econômico e de governança. A proposta é integrar ações de sustentabilidade a todas as etapas da organização da Copa.
“Esta estratégia trata de transformar a intenção em ação”, afirmou Mattias Grafstrom, secretário-geral da Fifa. Segundo o dirigente, as medidas incluem ações para reduzir emissões, diminuir a produção de resíduos, proteger os direitos dos trabalhadores, criar um ambiente mais seguro e aplicar o Código de Aquisições Sustentáveis da entidade nas compras relacionadas ao torneio.
No pilar social, a Fifa pretende aplicar sua política de salvaguarda e procedimentos específicos para reduzir riscos de abuso e assédio, incluindo casos de violência de gênero. A entidade também prevê medidas contra a discriminação, além de um mecanismo de denúncias confidenciais com diferentes canais de atendimentos.
A acessibilidade também aparece entre as prioridades. A Fifa pretende adotar medidas nos estádios e nas cidades-sede para ampliar a segurança e a inclusão de torcedores, trabalhadores e demais pessoas credenciadas para o Mundial.
Na área ambiental, o plano prevê a elaboração de um inventário de emissões de gases de efeito estufa, além de ações para prevenção, reutilização e reciclagem de resíduos. A proteção da biodiversidade também faz parte das iniciativas previstas para o torneio.
O desenvolvimento econômico local será outro foco da estratégia. A Fifa dará prioridade às compras de fornecedores brasileiros, com o objetivo de ampliar a participação de empresas nacionais na cadeia de suprimentos da competição. A entidade também pretende incentivar o uso a longo prazo da infraestrutura e dos materiais utilizados no Mundial.
“A estratégia foi elaborada com o apoio das partes envolvidas e inclui contribuições de órgãos governamentais, cidades-sede, grupos comunitários e organizações internacionais”, afirmou Dame Sarai Bareman, diretora-geral de Futebol Feminino da Fifa.
Segundo a dirigente, o plano reúne boas práticas internacionais e considera as particularidades do Brasil para buscar um impacto duradouro. A governança da estratégia terá sistemas de acompanhamento, programas de treinamento e planos de ação para monitorar o avanço das iniciativas e definir as responsabilidades de cada parte envolvida.
Jornalista em formação pelo UniBH, com passagem por Diário do Comércio e Secretaria de Estado do Governo de Minas. Experiência em jornalismo econômico e esportivo, área pela qual é apaixonada.






