Alvo de uma operação da Polícia Federal na segunda (4), por suspeita de envolvimento em manipulação de resultados para ganho em apostas esportivas, Bruno Henrique foi mantido no elenco e atuou na vitória do Flamengo sobre o Cruzeiro, nesta quarta (6), pelo Brasileirão. Após a partida, Filipe Luís foi questionado sobre o caso.
O atual treinador do Rubro-Negro, que foi companheiro de time de BH27 entre 2019 e 2023, pediu respeito ao atleta, o qual, na sua avalição, sofreu um “dano irreparável à imagem”.
“O Flamengo sempre tem semanas conturbadas. Falei, sim, assim que acordei e soube da notícia. Estava muito tranquilo e sereno porque ele sabe que é inocente. É até um pedido. Temos que respeitar a presunção da inocência. É um dano à imagem dele muito grande, que depois pode ser que arquive esse caso novamente, mas é um dano irreparável à imagem dele”, afirmou.
“Vamos respeitar e esperar que se resolva o processo. O Flamengo tem todo interesse em resolver e temos plena confiança no Bruno Henrique, um cara íntegro, e esperamos que isso possa se resolver o quanto antes possível. Um cargo de liderança que temos claro que temos que falar sobre esse assunto”, concluiu o técnico.
Antes da partida no Independência, o empresário Denis Ricardo, que trabalha com Bruno Henrique, atendeu a reportagem da Itatiaia e falou sobre o caso. Confira no vídeo abaixo.
A investigação veio a público na segunda (4), em momento decisivo da temporada, entre os jogos do Flamengo com o Atlético pela decisão da Copa do Brasil. Apesar disso, Bruno Henrique pediu para seguir a programação normal junto ao elenco. O atleta está recebendo suporte do clube.
Detalhes da investigação
Às vésperas da final da Copa do Brasil, a operação da Polícia Federal (PF), conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (Gaeco-MPDFT), tem o apoio do Gaeco do Rio de Janeiro e também de Minas Gerais.
Ao todo, na manhã desta terça-feira (5), são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, em Vespasiano, em Lagoa Santa e em Ribeirão das Neves. A operação é chamada de Spot-Fixing, uma expressão inglesa que faz alusão à manipulação de uma situação específica de um jogo.
Os mandados são efetivados na casa de todos os investigados, incluindo a casa do atleta, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O Gaeco e a PF também realizam a operação na sede das empresas DR3 – CONSULTORIA ESPORTIVA LTDA e da BH27 OFICIAL LTDA, em Lagoa Santa, e no quarto de Bruno Henrique no Ninho do Urubu, CT do Flamengo.
Além do atacante do Flamengo, também são alvos da operação: Wander Nunes Pinto Junior, irmão de Bruno Henrique; Ludymilla Araujo Lima, cunhada dele; Poliana Ester Nunes Cardoso, prima do jogador; o casal Claudinei Vitor Mosquete Bassan e Rafaela Cristina; e Elias Bassan, Henrique Mosquete do Nascimento, Andryl Sales Nascimento dos Reis, Douglas Ribeiro Pina Barcelos e Max Evangelista Amorim, todos residentes da capital mineira.
Após Bruno Henrique ser alvo de de uma