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Gabigol relembra chegada de Sampaoli ao Flamengo: ‘Achava que íamos ganhar de 15 a 0'

Atacante afirma que gosta do estilo de jogo e diz que responsabilidade de temporada sem títulos é dos jogadores

Sampaoli e Gabigol, no Ninho do Urubu, em atividade do Flamengo

Sampaoli e Gabigol, no Ninho do Urubu, em atividade do Flamengo

Gilvan de Souza/Flamengo

Em entrevista ao “Podpah”, nesta segunda-feira (11), Gabigol passou a limpo a temporada do Flamengo, que terminou sem títulos pela primeira vez desde a chegada do atacante, em 2019. Ao comentar sobre as trocas de técnicos, o camisa 10 relembrou a expectativa positiva na época da chegada de Jorge Sampaoli.

“Achava que a gente ia ganhar de 15 a 0 todo jogo. Eu juro que achava. Me agrada (o estilo de jogo). É o que o atacante gosta, receber a bola, ter gente perto”, afirmou.

A resposta sobre Jorge Sampaoli aconteceu logo após Gabi ser questionado sobre o 2023 rubro-negro, o qual começou com a troca de Dorival Júnior por Vítor Pereira. Segundo Gabigol, os jogadores queriam a permanência do treinador que foi campeão da Copa do Brasil e da Libertadores em 2022.

“A gente também não entendeu muitas das coisas. A gente é trabalhador. Estamos ali para fazer nosso trabalho. Queríamos que ele (Dorival) ficasse, não aconteceu. Chegou o Vítor Pereira, fenomenal no Flamengo. Sei que teve alguns problemas no Corinthians, mas foi incrível (no Flamengo). Depois o Sampaoli, com quem sempre tive curiosidade de trabalhar.”

“Eu amo o Dorival, trabalhei com ele no Santos, eu tinha 18 anos. Ele conhece o Gabriel que muitos não conhecem. Nossa relação sempre foi muito boa. Perdemos a Copa do Brasil juntos (no Santos), depois ganhamos uma e a Libertadores. Eu falei para ele: “Agora está pago.” Ele é muito bom. Em tudo.”

De maneira frustrante, o Flamengo terminou 2023 como vice do Carioca, da Recopa Sul-Americana, da Supercopa do Brasil e da Copa do Brasil. Na Libertadores, o time caiu nas oitavas de final para o Olimpia-PAR. No Mundial de Clubes, foi terceiro lugar, enquanto no Brasileirão terminou em quarto.

"É uma mistura de coisas. A gente teve três treinadores, quatro preparadores físicos, quem está no campo são jogadores. Temos nossas responsabilidades”, concluiu.

Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.
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