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Cruzeiro ‘renasce’ e completa um ano com Ronaldo à frente da SAF do clube

Em um ano no comando da administração celeste, Ronaldo salvou o Cruzeiro da falência e levou o clube novamente à elite do futebol brasileiro

O 18 de dezembro ficará marcado na história do Cruzeiro. Exatamente em um dia como esse, em 2021, era anunciada à compra de 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube por Ronaldo Fenômeno.

A enorme novidade que surpreendeu todo mundo à época mudou o patamar do Cruzeiro, que agonizava em dívidas, graves problemas financeiros, enxurrada de processos — bloqueios e penhoras — judiciais, em sua pior fase vivida nos seus 100 anos.

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“Feliz demais de ter concluído essa operação. Dizer que tenho muito a retribuir ao Cruzeiro, levar o Cruzeiro aonde ele merece estar. Temos muito trabalho pela frente. Peço ao torcedor que se conecte outra vez ao clube, ir ao estádio, porque vamos precisar de muita força e união. Temos muito trabalho e ambição para fazer o Cruzeiro novamente. Não temos nada que comemorar ainda, mas temos muita ambição”, disse Ronaldo no dia do anúncio oficial da compra do clube.

Ambição e glória

A chegada de Ronaldo iniciou uma “oxigenação” no Cruzeiro, no aspecto financeiro, e reavivou a esperança do torcedor, que teve um 2022 de alegrias. Principalmente com o retorno à Série A do Campeonato Brasileiro.

A equipe, comandada pelo novato e desconhecido Paulo Pezzolano, uruguaio contratado para comandar o clube, superou obstáculos jogo a jogo e conquistou o apoio dos torcedores, levantando o troféu de campeão da Série B de forma antecipada.

Recordes de arrecadação

Tanto foi o apoio nas arquibancadas, que o clube bateu recordes de bilheteria e terminou 2022 com arrecadação bruta de R$ 28.759.081,37 — de receita com bilheteria na Série B —, mais de 1/4 da arrecadação total do torneio, que somou R$ 113.356.120,81 (soma de todos os outros clubes).

Mais do que isso, no primeiro ano com a nova gestão comandada pela equipe de trabalho de Ronaldo, outras marcas expressivas foram alcançadas.

Força na arquibancada

Somando todas as competições disputadas pelo clube em 2022 (Copa do Brasil, Campeonato Mineiro e Série B), o Cruzeiro levou mais de um milhão de torcedores ao estádio em em seus jogos como mandante.

No total foram 1.000.393 cruzeirenses que marcaram presença em 28 partidas (19 na Série B, duas na Copa do Brasil e sete no Mineiro) da Raposa como mandante nesta temporada.

Força que levou a Raposa ao posto de liderança também no quesito média de público da Série B, com 41.037 torcedores — em média — nos jogos em casa.

A segunda melhor marca do Brasil, comparando as outras divisões do futebol brasileiro. O Cruzeiro ficou atrás apenas do Flamengo, que teve 54.599 de média de torcedores presentes como mandante.

Sócio-torcedor

A chegada de Ronaldo Fenômeno promoveu um enorme crescimento no programa de sócios-torcedores do Cruzeiro.

Antes do anúncio oficial da compra do Fenômeno, o clube tinha cerca de 10 mil inscritos no Sócio 5 Estrelas. E esse número praticamente se multiplicou por sete ao longo do ano.

O Cruzeiro chegou a ter 70 mil inscritos no programa de fidelidade, que hoje soma mais de 68,5 mil.

Foram mais de R$ 35 milhões arrecadados só com as inscrições no Sócio 5 Estrelas. Dinheiro esse que ajudou a manter o clube ao longo da temporada 2022.

Planejamento por mais dinheiro em 2023

Mais do que aquilo que foi arrecado em 2022, o Cruzeiro trabalha pelo aumento das receitas no ano que vem. Tanto que instituiu algumas metas pra próxima temporada.

Ronaldo Fenômeno deseja que o Cruzeiro alcance a marca de 100 mil sócios-torcedores. Esse número já foi dito por ele em inúmeras oportunidades.

Tal feito mais do que dobraria a arrecadação de 2022 (superaria R$ 70 milhões), o que auxiliaria bastante na manutenção do departamento de futebol nas competições da próxima temporada.

Além disso, novos incrementos financeiros já estão acontecendo naquilo que diz respeito aos patrocínios.

O Cruzeiro fechou um novo acordo máster com a Betfair e terá, segundo apuração da Itatiaia, o segundo maior patrocino do país. A arrecadação vai superar os R$ 30 milhões.

Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.
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