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Clima pesa, e Botafogo decide encerrar passagem de Bruno Lage

Contratado em julho, técnico não consegue dar sequência ao trabalho do antecessor Luís Castro e deixará o time ainda na liderança do Brasileirão

Bruno Lage não resistirá à pressão e deixará o comando do Botafogo. A decisão foi tomada nesta terça-feira (3), após uma série de reuniões no dia seguinte ao empate com o Goiás, no Nilton Santos. As declarações do treinador e algumas escolhas foram determinantes para criar o clima de pressão e atrito com a torcida. O clube acerta questões burocráticas antes de oficializar a demissão do técnico.

Contratado para substituir o compatriota Luís Castro, Bruno Lage deixa o Botafogo após 15 partidas, com quatro vitórias, sete empates e quatro derrotas, um aproveitamento de 42,2% dos pontos.

Mais do que os resultados recentes, com quatro rodadas sem vencer no Brasileirão, as escolhas e as entrevistas de Lage minaram a relação com a torcida e desagradaram internamente. A turbulência começou quando o treinador pôs o cargo à disposição após derrota para o Flamengo, há um mês.

O clube buscou contornar a crise rapidamente, bancando a sua permanência. As escolhas de Lage e a queda de rendimento de um time até então “encaixado” tornaram a situação insustentável no clube.

A improvisação de JP na lateral-direita em clássico contra o Flamengo - o qual foi decidido por Bruno Henrique - e a opção por deixar Tiquinho Soares no banco, contra o Goiás, são as mais marcantes.

A passagem de Lage pelo Botafogo

Bruno Lage assumiu o time na liderança do Campeonato Brasileiro, após a 15ª rodada, quando o Botafogo tinha 12 pontos de vantagem sobre o Flamengo, então segundo colocado da Série A.

Em 10 rodadas com o português, o Botafogo venceu três jogos, empatou quatro e sofreu quatro derrotas. Apesar da sequência ruim, o Glorioso segue na liderança, a sete pontos do Bragantino.

Na Sul-Americana, Lage deu sequência ao planejamento do clube desde o início da competição. Sem colocar força máxima no torneio, caiu nas quartas de final da Copa para o Defensa y Justicia-ARG.

Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.
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