Em 2021, aos 19 anos, Hugo foi integrado ao elenco principal do Botafogo em meio à Série B. Dois anos depois, o ainda jovem lateral-esquerdo é uma das alternativas de Luís Castro no time que lidera o Campeonato Brasileiro. São momentos praticamente opostos, tanto individualmente quanto no coletivo, que o camisa 16 aprendeu a lidar e, em entrevista à Itatiaia, passou a limpo a fase do Glorioso.
“Foi muito difícil na fase negativa, mas a gente aprende a lidar. É um clube gigante. Pressão sempre existirá, temos que nos acostumar e saber lidar não só nos momentos ruins, mas também nos bons”, afirmou o lateral-esquerdo, formado na base do clube carioca, em entrevista exclusiva à Itatiaia.
“Somos forjados como jogadores profissionais de futebol na pressão. Não tem como fugir, ainda mais no Botafogo que a cobrança é imensa”, completou Hugo, em seu terceiro ano entre os profissionais.
O substituto da “referência Marçal”
São 16 jogos em 2023, sendo 13 como titular, número que tende a aumentar rapidamente. Fernando Marçal, principal nome da posição, está em recuperação de lesão que ainda deve levar semanas.
As características de ambos são diferentes, mas Hugo tem mostrado evolução na parte defensiva. “Sim (foi o aspecto que mais evoluiu). Todas as etapas que passei para chegar hoje no time titular do profissional foram de amadurecimento e aprendizado. Tenho uma referência no time que é o Marçal. Um jogador muito experiente e que sabe tudo da posição”, destacou a importância do companheiro.
” Além de ser o nosso capitão, é quem me espelho na função para continuar evoluindo. Fora as dicas e conselhos que recebo de todos da comissão técnica. Isso ajuda muito na evolução do dia a dia”, emendou Hugo, referindo-se a Marçal, que fez carreira na Europa e chegou ao Botafogo em 2022.
A boa fase individual coincide com o ótimo momento coletivo do Alvinegro, líder do Brasileirão e do Grupo A da Copa Sul-Americana. Para Hugo, não é coincidência e, sim, fruto do trabalho. “Tudo isso é um conjunto de fatores. O grupo acredita no que o Mister passa, estamos fechados em um único objetivo que é ver o Botafogo conquistar coisas do tamanho da sua grandeza”, projetou o camisa 16.
“Fizemos uma excelente pré-temporada. Nunca fugimos das nossas responsabilidades. Quando os resultados não vieram no início do ano, nós continuamos com as nossas convicções, isso foi e, é muito importante, em todo processo. Permanecemos juntos e fortes nas adversidades e acreditamos na filosofia que foi implementada pelo Mister”, completou.
Veja mais respostas de Hugo, lateral-esquerdo do Botafogo, à Itatiaia.
Qual o papel de Luís Castro e companheiros como Cuesta e Marçal em sua evolução?
"É como falei. É de grande importância termos jogadores como o Marçal e o Cuesta. Caras que já que passaram muita coisa no futebol e tem muita coisa para nos ensinar não só dentro de campo como fora dele.
Sobre o Mister Luís Castro, é um cara muito sincero e honesto. Sabe o momento certo de elogiar e de cobrar. Isso é importante na gestão de elenco e na evolução do time dentro de campo. Além de ter muito conhecimento sobre o futebol. Sabe demais.”
Luís Castro sempre fala em “Família Botafogo”. Qual foi a importância desse conceito para o time superar o início ruim, no Estadual, e alcançar esse momento?
"É no sentido de unidade. O professor sempre pede para que jamais deixemos pesar como grupo, como família. Porque afinal é isso que somos, uma família, passamos mais tempo juntos do que com os nossos familiares essa é a verdade, por causa desse calendário maluco de jogos e viagens pele Brasil e pelo mundo.
Sobre os paraibanos (amizade com Luis Henrique, Tiquinho Soares e Carlos Alberto), é coisa de raiz. Sou da Paraíba. Tentei ganhar o mundo muito cedo. Fui para Sâo Paulo e depois vim para o Rio de Janeiro tentar realizar meu sonho de ser jogador de futebol. Sangue paraíba. De Cabedelo. Com muito orgulho. De determinação, foco e muita dedicação.”
Pensa em Seleção Brasileira?
“Se eu te disser que não penso em Seleção Brasileira, estaria mentindo, mas sou muito realista, acredito que tudo seja no tempo de Deus. Primeiro estou focado no Botafogo, em fazer bons jogos aqui, conquistar títulos com esta camisa. Claro, que tudo isso contribuirá para uma futura convocação, mas não penso nisso para agora. Uma coisa de cada vez. Primeiro o Botafogo, o resto será consequência.”