Aproximadamente 12 horas após ir a público o seu pedido de demissão do Bahia, o técnico Renato Paiva se manifestou na manhã desta quinta-feira (7), através de um comunicado oficial divulgado à imprensa. O treinador português revelou ter saído magoado do Esquadrão, embora tenha se dito um torcedor do clube a partir de agora.
“No futebol, somos passíveis a elogios e a críticas, o que é normal, faz parte do jogo. O que não admito é faltar com o respeito com o ser humano. Infelizmente, tivemos que montar o elenco com as competições em andamento, mais de 20 reforços chegaram durante a temporada, e não é do dia para o outro que um grande time se forma. É preciso tempo”, escreveu.
De acordo com matéria publicado no portal Ge, Renato Paiva se sentiu ofendido ao ver uma montagem com sua foto usando orelhas de burro nas redes sociais. Além disso, o treinador também vinha descontente com o desgaste com membros da imprensa.
Renato Paiva iniciou o seu trabalho no Bahia em dezembro. Foram 51 jogos, com 20 vitórias, 15 empates e 16 derrotas. Sob comando do português, o Tricolor foi campeão baiano.
“Mas o que levarei daqui são os momentos felizes que vivi diariamente com um grupo de jogadores fantástico, que sempre me apoiou e esteve ao meu lado. Serei mais um torcedor deles. Agradeço pela oportunidade que o Grupo City me deu de comandar uma das camisas mais pesadas do futebol brasileiro”, afirmou.
O Bahia agora corre contra o tempo para encontrar um novo técnico. A equipe volta a campo no próximo dia 14, quando enfrentará o Coritiba, no Couto Pereira. Enquanto não oficializa a chegada do novo treinador, o Bahia será comandado por Rogério Ferreira, técnico da equipe sub-20.
Veja nota divulgada por Renato Paiva
Apesar de a diretoria da SAF do Bahia e os capitães da equipe, Kanu e Thaciano, terem se posicionado contra sua decisão, o técnico Renato Paiva pediu demissão na noite desta quarta-feira(06/09) e não comanda mais o Esquadrão. Na sua passagem, conquistou o título baiano deste ano e levou o time às quartas de final da Copa do Brasil, o que não acontecia desde 2019. Deixa o clube na 16ª colocação do Campeonato Brasileiro e leva consigo boas histórias, alegrias, mas também uma certa mágoa.
“O Bahia é um clube apaixonante, de uma torcida gigante e acalorada. Mas que também passa do ponto como qualquer outra. No futebol, somos passíveis a elogios e a críticas, o que é normal, faz parte do jogo. O que não admito é faltar com o respeito com o ser humano. Infelizmente, tivemos que montar o elenco com as competições em andamento, mais de 20 reforços chegaram durante a temporada, e não é do dia para o outro que um grande time se forma. É preciso tempo. Mas o que levarei daqui são os momentos felizes que vivi diariamente com um grupo de jogadores fantástico, que sempre me apoiou e esteve ao meu lado. Serei mais um torcedor deles. Agradeço pela oportunidade que o Grupo City me deu de comandar uma das camisas mais pesadas do futebol brasileiro”.