Ônibus com torcedores do Atlético continuam sofrendo um drama no caminho até Buenos Aires, na Argentina. Caravanas de atleticanos saíram de Belo Horizonte com destino à capital hermana para acompanhar a
De acordo com relatos enviados à Itatiaia, depois das
A parte da torcida que foi de ônibus está sendo impossibilitada de sair dos veículos para comer, beber água e até mesmo ir ao banheiro. Os momentos de tensão já duram aproximadamente 36 horas.
O atleticano Hiury Passos de Freitas, de Mariana, interior de Minas Gerais, relatou que o ônibus em que ele está saiu da Arena MRV, em Belo Horizonte, à 1 hora da manhã, na madrugada de quinta-feira (28). Segundo o torcedor, o trajeto dentro do Brasil foi tranquilo, com paradas para alimentação e necessidades básicas. O problema teria começado ao se aproximarem da divisa entre Brasil e Argentina.
“Antes de chegar na fronteira, eles fizeram a gente esperar umas duas horas. Depois chegamos na fronteira, ficamos mais quatro ou cinco horas esperando, parado. A coisa que era fácil de liberar, depois que passou a fronteira, a cada meia hora que você andava, parava sem motivo, não revistava, não achava droga, não achava nada no ônibus. Só parava sem motivo”, explicou Hiury.
O torcedor explicou que como não podem sair para comer, quem está nos ^^ônibus está sobrevivendo apenas com lanches que levaram consigo mesmo.
“Depois que a gente parou no Brasil, a gente não teve nem uma parada pra comer agora. A gente tava comendo o que trouxe no ônibus, que é banana, maçã, água, biscoito, só isso. A gente está há quase 36 horas sem refeição, só vivendo do que trouxe no ônibus”, contou à Itatiaia.
Chegada em Buenos Aires
Os ônibus com torcida do Atlético estão se aproximando de Buenos Aires, mas sem a esperança de poder chegar na cidade. Segundo Hiury, a polícia Argentina só irá liberar para os torcedores entrarem na capital Argentina às 12h.
Na última atualização enviada à Itatiaia, as caravanas estavam entre as cidades de Zarate e Campana, já na província de Buenos Aires, há 80 km da final da Libertadores.
“Não explicam muita coisa, não deixam descer do ônibus, não deixam sair pra nada. Ele [policial] só para o ônibus e conversa com os motoristas. Não quer conversa com ninguém. O tratamento está péssimo”, desabafa Hiury.