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Rubens Menin fala de ‘Trem da Alegria’ promovido pela gestão Kalil no Marrocos

Em entrevista publicada pelo ge nesta sexta-feira (12), investidor do Atlético ainda criticou dirigentes que ganham títulos, mas quebram clubes

Rubens Menin, investidor do Atlético

Numa entrevista ao ge, publicada nesta sexta-feira (12), em que fala desde o seu lado torcedor, ainda quando garoto, até o momento atual, em que é o principal investidor da SAF do Atlético, o empresário Rubens Menin revelou uma história que começou a mudar nele a maneira de ver o futebol. O seu time de coração estava no Marrocos para disputar o Mundial de Clubes da Fifa, como campeão da Copa Libertadores de 2013, mas um verdadeiro “Trem da Alegria” alvinegro, patrocinado pelo clube que era presidido na época por Alexandre Kalil, lhe provocou uma reflexão.

“Eu tenho um caso, foi em 2013, no final do ano me procuraram na época, a mim e ao Ricardo (Guimarães) para emprestar dinheiro para pagar a folha, para motivar os caras a jogarem, isso é público. Nós fomos lá e emprestamos dinheiro. Aí que começou a virada. Fomos para Marrakech ver o Campeonato Mundial, jogar contra o Bayern de Munique, tinha acabado de emprestar dinheiro para pagar a folha. Chegamos lá, a delegação do Bayern tinha quatro pessoas, sei lá, a do Atlético tinha 50 convidados, o hotel mais luxuoso, tudo por conta do Atlético, as suítes mais caras do hotel, vinho para lá. Obviamente que eu não fiquei lá, eu paguei o meu, champanhe para cá, a conta daquela viagem ficou mais cara do que a premiação que o Atlético ganhou”, revelou Menin.

Na sequência da entrevista, o empresário afirma que essa situação vivida lhe provocou muito desânimo e a certeza de que episódios como esse mostram como a cartolagem antiga “maltratou o futebol”.

“Quebraram todos os times, não adianta ganhar um título e quebrar o time. Eu ganho um título e quebra, aí como é que vai fazer, o cara ganha, quebra, endivida o time, aí o outro vai lá, faz a bobagem, ganha o título, endivida, foi assim, o Brasil foi assim muito tempo. Eles acabaram com o futebol brasileiro. São pessoas que acham que conhecem tudo e não têm tecnologia, não têm gestão e avacalharam o futebol”, afirmou o empresário.

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Arena MRV

Outro ponto que acaba sendo diretamente relacionado ao ex-presidente Alexandre Kalil são as contrapartidas da Arena MRV, estádio inaugurado pelo Galo em agosto do ano passado. Isso porque ele era o prefeito de Belo Horizonte quando as exigências foram definidas.

“A maioria das cidades no mundo ajudam as arenas e aqui em Belo Horizonte nós fomos o contrário disso, nós fomos prejudicados, a contrapartida deu prejuízo de R$ 250 milhões, foi muito ruim para nós. Somado a isso, teve os juros que passaram de 2% para 13% e tanto, então nós tivemos um, eu chamo de cisne negro, que é aquilo que você não está esperando e acontece”, revelou Rubens Menin.

O investidor completou: “Na construção da Arena a gente não contava com um negócio que apareceu que foi muito ruim, que foram as contrapartidas da Arena que foram dadas pela prefeitura. Enquanto nos outros lugares as prefeituras auxiliam, porque a Arena é benéfica para a cidade, você traz shows, traz eventos, dá emprego, gera entretenimento, é super positivo”.

Especificamente nessa questão de contrapartidas da Arena MRV, ele revelou que a maioria das questões sociais foram entregues e estão sendo usadas pela comunidade e também a necessidade de mais uma obra viária, que segundo ele está sendo tratada com a Prefeitura de Belo Horizonte, com quem a relação mudou completamente após a saída de Alexandre Kalil.

Personagem de dois pontos importantes da entrevista, como o grande número de convidados da delegação atleticana no Marrocos, e também das contrapartidas da Arena MRV, numa época em que era prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil virou tema de uma pergunta sobre a relação de Menin com ele.

“O tempo é senhor da razão. Espero que a gente consiga entregar o Atlético com seriedade, com dignidade, com honestidade, com propósito, porque a gente não tem direito de usar o Atlético para nós, eu não posso usar o Atlético para mim, eu quero ser usado pelo Atlético, olha a diferença, um é pegar e usar o Atlético para qualquer benefício próprio”, afirmou Menin, que destacou ser fundamental acabar com o que ele chama de “cartola antigo”.

“Não adianta ganhar um título e quebrar o time. Eu ganho um título e quebra, aí como é que vai fazer, o cara ganha, quebra, endivida o time, aí o outro vai lá, faz a bobagem, ganha o título, endivida, foi assim, o Brasil foi assim muito tempo. Eles acabaram com o futebol brasileiro”, decretou o empresário.


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