Contratado pelo Atlético em 7 de novembro, para ser o sucessor de Eduardo Oliveira na equipe Sub-20, o paulista Guilherme Dalla Déa chegou ao clube após ser campeão estadual pelo Sub-17 do Corinthians. De extenso currículo, o comandante de 52 anos rasga elogios à estrutura do Alvinegro e espera permanecer por muitos anos na Cidade do Galo. A amizade com Luiz Felipe Scolari e outros profissionais da casa, segundo ele, facilitaram a adaptação em terras mineiras.
Responsável por comandar o ‘Galinho’ na 54ª edição da Copa São Paulo, que começa em janeiro, Dalla Déa é um dos grandes nomes do futebol de base no país. O treinador comandou a Seleção na conquista do Mundial Sub-17, em 2019, numa geração que contou com nomes como Kaio Jorge, Gabriel Verón, Reinier e outros. Paulinho, artilheiro do Atlético na temporada, também é um velho conhecido.
Em entrevista exclusiva à Itatiaia, o técnico fala da relação com o jogador e revelou que fato curioso: ele foi o primeiro a convocá-lo para vestir a Amarelinha.
“Ele me viu aqui no Atlético e disse: ‘professor, o senhor está aqui, que legal. Estávamos conversando com o Felipão e contei que você me levou para a Seleção pela primeira vez e que me ensinou muita coisa’. Falo que não ensino nada a ninguém; tenho apenas uma passagem breve pela vida destes atletas”, conta Dalla.
Natural de São Carlos, interior de São Paulo, Guilherme também tem passagens pelo Guangzhou, da China, como diretor técnico da formação, e pelo São Paulo, onde trabalhou com o meia Igor Gomes nas categorias Sub-14 e Sub-15. Perguntado sobre o talento de Paulinho, ele explica que desde cedo já o via como “diferente dos outros” e analisa a saída para a Europa, em 2018, como precoce.
“O Paulinho vai para fora do país como todos os outros que saem muito cedo, precocemente, na minha visão. Não que não tenham que ir, mas acho precoce. Quantos destes a gente perde?
Mas o Paulo tem uma cabeça muito diferente dos outros atletas. Ele foi convocado por mim em 2015 e foi campeão Sul-americano. Eu o convoco pela primeira vez para a Seleção Brasileira, quando estava no Vasco. Para mim, ele sempre pensava à frente de outros, taticamente”, relembra o treinador.
Guilherme Dalla Déa chegou ao Atlético em novembro para assumir a equipe Sub-20
“Ele foi se desenhando dentro da Seleção assim. Passa pelo Sub-15, pelo Sub-17, com o finado Carlos Amadeu, e nas duas foi campeão. Naquela geração, que iniciou em 2015, tínhamos Vinicius Jr, o Wandrew, que era do Galo, um volante longilíneo, canhoto, muito competitivo, e tínhamos o Cristian goleiro. O Atlético sempre revelou bons jogadores para a seleção. “O Paulinho não parecia que tinha 17 anos, pelo entendimento tático dele. É um jogador que merece muito, porque trabalhou muito. Sei de onde veio, como foi estimulado e está colhendo tudo o que plantou”, vai além.
Relação com outros jogadores
Importante também para Igor Gomes e Bruno Fuchs, meio-campista e zagueiro do Atlético, Guilherme Dalla Déa vibra com a presença da dupla no elenco principal de Felipão. Para ele, motivo de muito orgulho.
"É muito gratificante ver o patamar que estes atletas estão. Para mim vale mais que um título. Fiz parte do crescimento destes atletas, que são peças fundamentais no Galo”, finaliza.