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Futebol feminino é sustentado pelo masculino, diz ex-coordenador da CBF

Marco Aurélio Cunha foi o convidado do programa CNN Esportes S/A deste domingo (30)

Convidado do programa CNN Esportes S/A deste domingo (30), Marco Aurélio Cunha comentou a realidade financeira do futebol feminino no Brasil.

Na conversa com o apresentador João Vítor Xavier, o ex-coordenador da Seleção Brasileira disse que é preciso levar em conta o dinheiro movimentado pelo futebol masculino e feminino.

"É preciso analisar o masculino junto. No masculino, temos 20 clubes na Série A, 20 clubes na Série B, 20 clubes na Série C e 64 clubes profissionais na Série D. Você acha que todos têm a mesma condição? De jeito nenhum. Seletivamente, os clubes da Série A são mais estruturados e organizados. Da série B, um pouco menos, da Série C menos ainda e da Série D são heróis que estão tentando sustentar um clube para ascender como alguns estão hoje na Série B. Então a questão não é escolher mulher ou homem, é a estrutura mesmo do futebol”, afirmou.

Para MAC, o futebol masculino deve ser visto como um pilar para o desenvolvimento do feminino, e não como um adversário.

“O futebol masculino sobrepõe, sustenta o futebol feminino. Quando eu digo isso, alguém fica bravo comigo, mas não há dúvidas de que o futebol feminino dos clubes é subsidiado sim pelo que arrecada o futebol masculino. Qual é nossa meta? Aumentar o público nos estádios. Ter públicos grandes. Não adianta ter na final do campeonato 20, 30 mil, tem que ter uma média de público grande, tem lugar que não paga ingresso”, afirmou o dirigente.

Na entrevista ao CNN Esporte S/A, Marco Aurélio Cunha reforçou ainda o fortalecimento financeiro do futebol feminino no Brasil nos últimos anos.

“Uma jogadora hoje de futebol feminino, que na época que eu dirigia o futebol feminino, ganhava de R$ 1 mil a R$ 5 mil, hoje recebe R$ 50 mil, R$ 80 mil ou R$ 100. Estou falando de expoentes. Tanto é que elas saíam para o exterior, quando eu cheguei tinham só três no exterior: Marta, Bia Zaneratto e Rosana. Depois, lotou de jogadora no exterior. Quando subiu o nosso nível de futebol, especialmente depois da Olimpíada, foi todo mundo para o exterior. Aí o exterior estancou um pouco o valor e todas voltaram recebendo o que recebiam no exterior. Optaram por jogar no Brasil, então, houve uma melhora muito grande”, disse.

Apesar desse desenvolvimento recente, MAC afirma que não se pode falar em igualdade salarial entre homens e mulheres no futebol, como acontece nos Estados Unidos.

“Temos que entender que são unidades de negócio diferentes. Quando se fala em igualdade salarial tem que lembrar o seguinte: quanto produz? Quanto arrecada? Nos EUA, por exemplo, há a polêmica das americanas receberem menos que os americanos no futebol. Elas ganharam tudo e eles não ganharam nada. Elas têm direito de falar isso, porque a conquista, o resultado delas, o público nos estádios é enorme. Então elas têm uma arrecadação e uma unidade de negócio exitosa. A gente vem para cá, já não é igual”, lembrou.

CNN Esportes S/A

Esta é a nona edição do CNN Esportes S/A. o programa que vai ao ar todos os domingos, às 21h15, fala sobre um mercado que movimenta bilhões e é um dos mais lucrativos do mundo: o futebol.

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