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Fred Bruno conta detalhes após ser atingido de raspão por tiro e toma decisão: 'Revoltado'

Apresentador da Globo foi atingido de raspão por um tiro enquanto estava em um bar, no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo, com amigos, neste domingo (18)

Por e 
Fred Bruno se pronuncia após levar tiro de raspão
Fred Bruno se pronuncia após levar tiro de raspão • Reprodução/Instagram Fred Bruno

O apresentador Fred Bruno, da Globo, foi às redes sociais nesta segunda-feira (19) falar sobre o susto que passou no domingo (18). O jornalista foi atingido de raspão por um tiro enquanto estava em um bar, no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo, com amigos.

No vídeo publicado no Instagram, Fred expôs detalhes de como foi o momento do disparo. Ele disse que, primeiramente, não entendeu o que estava acontecendo. O apresentador contou que escutou um 'barulho muito forte' e depois sentiu o pé inchar e doer.

Fred disse, ainda, que está tomando todas as medidas cabíveis e necessárias no momento. Ele contou ter buscado uma assessoria judicial.

Leia o relato completo:

"Obviamente eu ia vir aqui comentar sobre o que aconteceu na última noite, a gente sempre teve essa troca, sempre teve essa sinceridade entre nós, né? Então, antes de contar o meu relato, contar a minha versão de tudo que aconteceu ontem, eu queria primeiramente agradecer as milhares de mensagens que eu recebi de carinho, principalmente de preocupação, de fãs, de outros influenciadores, outros jornalistas, familiares, enfim.

Então, queria dizer que estou bem, está tudo certo, porém, não dá para dizer que eu não estou revoltado com o que aconteceu ontem, né? Porque hoje eu tô bem, mas poderia ter acontecido algo muito grave comigo que eu não gosto nem de pensar e poderia ter acontecido algo muito grave com outra pessoa e até com outras pessoas que estavam dentro do estabelecimento, né? Com o que aconteceu ontem à noite.

Eu e meus amigos estávamos no bar aqui em São Paulo, um bar em que a gente vai há muitos e muitos anos e que nunca aconteceu nenhum ocorrido parecido com com a gente, né? Estávamos lá curtindo a música quando a gente ouviu um barulho muito forte assim, tipo um 'pof', um barulho que eu, particularmente, nunca tinha ouvido na minha vida e no primeiro momento nem entendi o que aconteceu.

Simultaneamente que eu ouvi esse barulho, eu senti uma pressão muito grande no meu pé e um impacto muito forte assim, sabe? Tentando entender a situação e me afastando do local de onde supostamente teria vindo esse barulho, as pessoas começam a falar: 'Pô, isso é tiro, isso é barulho de tiro, olha o cheiro de pólvora e tudo mais'. Eram comentários que a gente ouviu. Eu falei: 'Cara, aconteceu alguma coisa que que saiu do controle aqui, né?'.

A partir do momento que eu tava me afastando, as pessoas estavam se aglomerando mais perto do palco, algumas estavam até se escondendo atrás do bar. Conforme eu ia andando, eu comecei a mancar, porque simultaneamente eu senti esse, que eu ouvi esse barulho e que eu senti esse impacto, o meu pé começou a inchar e começou a latejar muito forte, começou uma queimação muito estranha, uma dor que eu nunca tinha sentido antes ali. E aí eu falei, cara, aconteceu alguma coisa.

Vendo que não ia ter nenhum outro disparo, que a confusão não ia seguir, não ia aumentar, eu peguei e iluminei com a lanterna do celular. Pedi ajuda aos meus amigos, eles iluminaram ali e eu vi que meu pé tava bem roxo. A gente olhou a situação, eu só queria ir embora, até porque realmente eu não tinha absolutamente nada a ver com a confusão que aconteceu. Foi do outro lado do bar, a gente só ouviu o barulho mesmo e ficou sem entender. A gente viu uma pessoa deitada no chão e depois viu que o pessoal do bar tirou ele carregado ali. A gente não viu nenhuma marca de sangue, a gente não viu nada ali no no no chão que que trouxesse esse tipo de de contenção quando a gente, tipo, alguém foi alvejado, alguéma gente só em questão de buscar a segurança a gente foi para o andar de cima, o disparo aconteceu no andar de baixo.

Assim que eu fui para o andar de cima, consegui subir a escada andando e tudo mais, eu fui prontamente atendido pelos bombeiros e já fizeram todo todos os procedimentos lá. O bar me prestou apoio, tanto os gerentes quanto os garçons, os funcionários, enfim, vieram falar comigo e me entenderam e conversando com eles. A gente entendeu que tinha acontecido um disparo dentro do estabelecimento fechado, que tinha sido um disparo dentro do bar.

A polícia chegou no local e eles já vieram falar comigo. Tinha sido avisado pelos funcionários do bar que a polícia queria falar comigo, obviamente me coloquei prontamente à disposição. Fiz o que aconteceu, fiz exatamente esse mesmo relato que eu fiz aqui para vocês, contei para os policiais e naquele momento eu só queria ir para casa, só queria sair daquele ambiente porque, cara, é um susto muito grande.

Então vim para casa, digerir toda a situação e óbvio que depois de digerir busquei assessoria judicial. Busquei assessoria jurídica, busquei médico para fazer o laudo, para fazer o relatório, vou pegar tudo isso e vou apresentar na delegacia, vou apresentar as autoridades para que todo esse caso seja esclarecido porque um fato desse ele não pode ser passado impune. Uma pessoa, de acordo com tantos relatos que a gente ouviu durante o dia de hoje, pessoa despreparada para ter uma arma em mãos, uma pessoa embriagada, uma pessoa importunando as pessoas, uma pessoa que realmente foi algo que aconteceu e poderia ter sido mil vezes pior, então obviamente que estou aqui 100% disponível às autoridades para fazer todo e qualquer tipo de esclarecimento sobre esse caso.

E outra coisa, eu sempre no meu trabalho, desde o YouTube, desde que iniciei sempre levando a verdade. Isso se estende a outras instâncias da minha vida. Se estende ao meu convívio, minha aos meus amigos, meus familiares, meu país, meu tudo.

E aí eu trago a reflexão, né? O que que a gente quer para nós, né? A gente quer se sentir mais seguro ou a gente quer se sentir ameaçado? Ontem, uma pessoa portando uma arma, sabendo que eu tinha sido vítima ali de de um de um disparo, de uma bala que enfim, não sei o que que atingiu de fato, eu me senti muito mais ameaçado do que seguro. Então, eu trago para vocês essa reflexão do que que a gente quer para o nosso futuro, o que que a gente quer para os nossos próximos dias.

Então, queria novamente agradecer, queria mais uma vez reforçar que estou bem, mas o fato de eu estar bem não diminui a gravidade do que aconteceu, né? É algo absurdo, é algo que revolta, só de imaginar que poderia ter acontecido comigo, com a minha família, com a minha saúde, com o meu corpo ou com qualquer outra pessoa que estava lá. É algo que traz uma revolta gigantesca.

Então, novamente agradeço a preocupação de todos, estou bem e só não quero tirar a gravidade de tudo isso e reforço que estou à disposição de todas as autoridades para fazer todos os esclarecimentos e o inquérito ser fechado. Um beijo."

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Giovanna Rafaela Castro é jornalista graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amante de esportes e suas diversas ramificações no extracampo. Passagem por Estado de Minas.

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Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.

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