Dois jogadores serão julgados em Tribunal de Justiça por envolvimento em manipulação de apostas
Audiência será no TJD do Rio Grande do Sul e podem ser banidos com multa e suspensão do futebol

Dois atletas que fecharam acordo com o Ministério Público de Goiás (MP-GO) no âmbito da Operação Penalidade Máxima serão julgados às 16h (de Brasília) nesta segunda-feira (22). Jarro Pedroso e Nikolas Silva vão ao Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul (TJD-RS) por ações em jogos do Campeonato Gaúcho deste ano.
Jarro defendia o São Luiz e Nikolas disputou o torneio pelo Novo Hamburgo. Ambos admitiram envolvimento com aliciadores para que fossem punidos com um cartão amarelo. Pelo acordo com o MP-GO, os atletas são testemunhas e não réus.
Caso sejam condenados pelo TJD-RS, pagarão multa de até R$ 100 mil. Eles também podem ser suspensos do futebol de um a dois anos.
A Operação Penalidade Máxima
O Ministério Público de Goiás ofereceu nova denúncia contra 17 pessoas no âmbito da Operação Penalidade Máxima II. Os denunciados são divididos em três núcleos: financiadores, apostadores e intermediadores. Seis jogadores estão denunciados nessa nova fase. A Itatiaia teve acesso à denúncia e detalha as argumentações do MP-GO.
Os apostadores aliciavam atletas para que eles fossem punidos ao longo de partidas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro de 2022. Também há registros de manipulação em jogos de alguns estaduais de 2023. A Operação Penalidade Máxima teve, até agora, duas fases.
São quinze jogadores formalmente denunciados e outras nove pessoas classificadas como intermediários entre os atletas e os apostadores. Bruno Lopez de Moura é apontado pelo Ministério Público como chefe da quadrilha.
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.
