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Ausência de geração do penta no velório de Pelé é criticada

Nenhum campeão mundial em 2002 esteve presente na cerimônia de despedida do Rei do Futebol

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Mais de 230 mil pessoas estiveram presentes no velório de Pelé na Vila Belmiro
Mais de 230 mil pessoas estiveram presentes no velório de Pelé na Vila Belmiro • Rovena Rosa/Agência Brasil

O velório de Pelé atraiu mais de 230 mil pessoas à Vila Belmiro, em Santos, e mobilizou autoridades e personalidades de todo o planeta. No entanto, a cerimônia ficou marcada pela ausência de jogadores da atualidade e do grupo que conquistou o penta, na Coreia do Sul e Japão, em 2002.

Dos ex-jogadores que venceram o tetra, nos Estados Unidos, em 1994, apenas Mauro Silva marcou presença. Mas o ex-meio-campista é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e esteve representando a entidade.

No Catar, onde acompanhou a Copa do Mundo, Kaká disse que os brasileiros, no geral, não valorizam os ídolos do esporte e que Ronaldo, no Brasil, era "só um gordo andando pela rua". No entanto, nem ele ou qualquer outro ex-jogador do penta foi ao velório.

Ronaldo, Romário e Neymar foram ausências sentidas. Os três mandaram coroas de flores, mas os dois primeiros não explicaram porque não puderam estar na solenidade. Neymar, astro do Paris Saint-Germain revelado pelo Santos, não pôde comparecer à Vila Belmiro, porque, segundo o pai do atleta, Neymar da Silva Santos, que o representou na solenidade, não foi liberado pelo clube francês.

Essas ausências, sobretudo dos principais nomes do penta, incluindo também Ronaldinho Gaúcho e Cafu, provocaram críticas aos ausentes e geraram estranhamento. Amigos, ex-atletas históricos do Santos e a família de Pelé não entenderam algumas das ausências.

Por outro lado, ídolos do Santos e companheiros de Pelé, como Manoel Maria, Clodoaldo, Lima, Lalá, e Aguinaldo, goleiro que carregou o Rei no colo quando ele anotou o seu milésimo gol, foram dar adeus ao amigo e se emocionaram. Outras figuras importantes do Santos, como Narciso, Leo, Elano, Zé Roberto e Serginho Chulapa foram se despedir do Rei. Chulapa, em particular, chorou muito. Zé Roberto carregou com Edinho, filho de Pelé, o caixão.

Entre a madrugada e a manhã de terça-feira (3) passaram pelo velório do Rei mais alguns ex-jogadores, entre eles Neto, Careca, Aranha e Marcelinho Carioca, todos que defenderam o Santos. "O que está acontecendo é muito pouco. As pessoas precisavam entender quem foi Pelé", criticou Neto, hoje apresentador da Band, em depoimento à Santos TV.

Se faltaram atletas e ex-atletas de peso, sobraram autoridades importantes no velório do maior nome da história do futebol. Os presidentes da Fifa, Gianni Infantino, da Conmebol, Alejandro Domínguez, e da CBF, Ednaldo Rodrigues, estiveram presentes.

Também estiveram presentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e o ministro do STF, o santista Gilmar Mendes.

Marcos se explica

A crítica à ausência dos jogadores brasileiros campeões da Copa do Mundo de 2002 gerou a reação do ex-goleiro Marcos. Em suas redes sociais, o ídolo do Palmeiras e titular na campanha vitoriosa do Mundial da Coreia e do Japão justificou sua falta relembrando a morte dos pais.

Acompanhado de uma foto dos progenitores, o texto do ex-atleta afirmou que "ninguém aqui das redes foi (no velório deles). Eu fui pra chorar, orar e sofrer por saber que nunca mais iria vê-los, mas não pedi homenagem de ninguém, não julguei ninguém, não dei entrevista, e pra mim não foi um show", disse.

O ex-goleiro também afirmou que entende a cobrança feita por terceiros devido ao que Pelé representa para o futebol brasileiro, mas afirmou que "ao Edson, hoje, só posso fazer uma oração e não preciso me aparecer para isso!".

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