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A simplicidade de uma disputa no tapetão em que a falsificação tem o papel decisivo

Na batalha entre Ipatinga e Betim pela vaga no Módulo I, a possível fraude é o ponto principal

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Disputa entre Betim e Ipatinga será resolvida na Justiça Desportiva
Disputa entre Betim e Ipatinga será resolvida na Justiça Desportiva • Hugo Lobão / Itatiaia

A questão envolvendo Ipatinga e Betim na briga pela 12ª vaga no Módulo I do Campeonato Mineiro de 2023 parece complicada, mas é muito simples. O ponto principal é se aconteceu ou não a falsificação das assinaturas de jogadores na Carteira de Trabalho promovida pelo clube do Vale do Aço.

E isso é fácil de apurar, com perícia e até depoimentos dos atletas. Se a fraude é uma realidade, não tem nem o que se discutir, pois tudo o que aconteceu a partir dela é nulo.

Afirmar que os jogadores estavam inscritos no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e que isso afasta qualquer possibilidade de punição ao Ipatinga beira o absurdo, pois se a falsificação aconteceu a inscrição é irregular e a vaga na elite mineira é do Betim.

O futebol mineiro precisa ter essa resposta da forma mais urgente possível, num processo em que a falta de celeridade é uma marca, pois ele se arrasta desde outubro do ano passado e é fundamental para a disputa do Módulo I do Estadual, principal competição promovida pela Federação Mineira de Futebol (FMF).

Que se brigue para ter a exatidão sobre a prática do Ipatinga, se ela foi legal ou não, pois se a falsificação for mesmo uma realidade, o futebol mineiro viveu um dos dias mais tristes da sua história na noite de 16 de janeiro de 2023.

Fraude na Carteira de Trabalho para inscrever jogador em competição oficial é mais do que ilegal, é imoral. E o centenário Campeonato Mineiro não merece ter em sua disputa quem comete esse tipo de crime.

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Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro