Taylor Swift é vítima de pornografia por inteligência artifical; entenda
A cantora pode processar o site que criou o conteúdo criminoso e o X, antigo Twitter, está banindo as contas que estão divulgando

A cantora Taylor Swift tem sido vítima de pornografia nas redes sociais, criada por inteligência artificial. Alguns perfis estão compartilhando imagens da artista nua e pintada de vermelho fazendo gestos obcenos no meio de vários torcedores dos Chiefs, time de futebol americano de seu namorado, Travis Kelce. Revoltada com a situação, ela quer tomar atitude a respeito das imagens.
De acordo com o Daily Mail, Taylor está "furiosa" com as fotos falsas e está considerando uma ação legal contra o site pornográfico deepfake que as criou. Uma fonte próxima da cantora ouvida afirmou que ela está decidindo se tomará ou não atitude. "Mas uma coisa é clara: essas imagens falsas geradas por IA são abusivas, ofensivas, exploradoras e feitas sem o consentimento de Taylor e/ou conhecimento", diz o insider.
Fãs reforçam denúncia
Crime
A pornografia deepfake não consensual é ilegal em algumas regiões dos Estados Unidos, como Texas , Minnesota , Nova York, Virginial, Havaí e Geórgia. Em Illinois e na Califórnia , as vítimas podem processar os criadores da pornografia em tribunal por difamação.
Já no Brasil, criar ou manipular uma foto com IA para fins pornográficos é crime com pena de multa e reclusão de seis meses a cinco anos. Veja os artigos 216-B e 218-C do Decreto Lei nº 2.848, que regulamenta a ação:
216-B: Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes (...). Na mesma pena incorre quem realiza montagem em fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo. Detenção de seis meses a um ano e multa.
218-C: Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio - inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia. Reclusão de um a cinco anos.
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Natasha Werneck é jornalista formada pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Foi repórter de Política e Cultura do Jornal Estado de Minas e já atuou em portais como Hugo Gloss e POPline. Foi estagiária da Itatiaia e retornou à empresa em 2023, como repórter de Entretenimento.



