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Relembre a carreira de Glória Menezes, atriz que morreu aos 91 anos

Atriz foi uma das pioneiras na atuação de novelas e debutou na Globo em 1967, com a novela ‘Sangue e Areia’

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Stelinha (Glória Menezes) *** Local Caption *** Totalmente Demais – Cap. 47 – Cena 8. Enquanto Eliza (Marina Ruy Barbosa) toma seu suco, Jojô (Giovanna Rispoli) e Cida (Guida Vianna) falam com ela. Arthur (Fábio Assunção) está tenso por ali. Chega Stelinha (Glória Menezes). • Paulo Belote

A atriz Glória Menezes faleceu na tarde desta terça-feira (18), aos 91 anos. Artista da TV Globo, ela iniciou a carreira como atriz em Petrópolis, no Rio Grande do Sul, e estreou o primeiro espetáculo na TV em 1959, quando ganhou o prêmio de Atriz Revelação em um festival de teatro amador.

Nascida em outubro de 1934, com o nome Nilcedes Soares de Magalhães, uma junção do nome de seu pai Nilo com a mãe Mercedes, Glória logo trocou de nome. A justificativa foi de que Glória seria o mesmo nome em qualquer idioma. E Menezes, por causa das minhas raízes portuguesas e porque completa treze letras. Dá sorte”, contou ela em entrevista à Globo.

Glória ingressou na Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo. Lá, a atriz criou o chamado Jovens Independentes, um grupo de teatro amador a quem ela dedicava todo seu tempo. Porém, logo depois ela precisou largar a faculdade e em seguida ela estreou o primeiro espetáculo, em 1959. A peça lhe rendeu o prêmio de Atriz Revelação num festival de teatro amador promovido pelo diretor Antunes Filho.

No mesmo ano, a atriz fez também sua estreia na TV, com a novela 'Um Lugar ao Sol'. Antunes Filho, que havia premiado Glória anteriormente, convidou a artista para participar de mais uma peça. Dessa vez, além de conseguir mais um prêmio pelo trabalho em “Feiticeiras de Salém”, ela também conheceu Tarcísio Meira, com quem se casou.

Em 1960, Glória foi convidada para trabalhar em “O Pagador de Promessas”, que estreou em 1962, no Festival de Cannes, onde ganhou a Palma de Ouro. Em seu memorial na Globo, Glória revelou que entrou de cabeça na vida artística.

“As coisas vieram assim para mim de uma maneira que eu fico pensando: ‘Meu Deus, se acontecesse hoje, com a experiência que eu tenho, seria um horror’. Mas você vai de cabeça nas coisas quando está começando”, disse.

Pioneira nas novelas

Em 1963, Glória Menezes estreou a primeira novela diária da TV brasileira, ao lado de Tarcísio Meira. '25499 Ocupado' era exibida pela Excelsior. Após a trama, eles se casaram e em 1967 passaram a atuar pela TV Globo, onde ela protagonizaram 'Sangue e Areia'.

A atriz esteve também em 'Passos dos Ventos' (1968), 'Rosa Rebelde' (1969), novamente ao lado de Tarcísio Meira, 'Irmãos Coragem' (1970), 'O Homem que Deve Morrer' (1971), 'Cavalo de Aço' (1973), 'O Semideus' (1973), 'O Grito' (1975), 'Espelho Mágico' (1977), mais uma vez com o marido.

No ano de 1979. Glória viveu uma personagem que marcou uma virada em sua carreira. Ana Preta, de 'Pai Herói', vivia um triângulo amoroso com outros dois personagens vividos por Tony Ramos e Elizabeth Savala. “Ela era divertida, arrumava a casa e, quando chegava à noite, se botava toda bonita e ia dançar. As mulheres colocavam flor no cabelo, a roupa da Ana Preta, tudo da Ana Preta. Foi um sucesso muito grande! Ela era mãe solteira, aquela mulher bem moderna, dona da sua vida”, relembrou ela no memorial.

Na década de 1980 ela participou de 'Jogo da Vida' (1981), 'Guerra dos Sexos' (1983), 'Corpo a Corpo' (1984) e 'Brega & Chique' (1987). Ela esteve também em ‘Rainha da Sucata’ (1990), onde viveu a icônica socialite falida Laurinha Figueroa. A personagem era uma vilã cômico e que foi a primeira a cometer suicído em novelas.

Ainda na década de 1990 ela atuou em 'Deus nos Acuda' (1992), 'A Próxima Vítima' (1995) e 'Torre de Babel' (1998). Após a virada do século, já no início dos anos 2000, Glória esteve em ‘O Beijo do Vampiro’ (2002), ‘Senhora do Destino’ (2004), ‘Páginas da Vida’ (2006) e ‘A Favorita’ (2008).

Em 2015, Glória voltou a chamar atenção do público ao interpretar Stelinha, em ‘Totalmente Demais’ (2015). Na novela, ela interpretou a mãe de Arthur, vivido por Fábio Assunção, e ex-mulher de Maurice, interpretado por Reginaldo Faria.

No teatro, Glória participou de peças como 'Tudo Bem no Ano Que Vem', de Bernard Slade, que ficou em cartaz de 1976 a 1981; 'Navalha na Carne' (1981), de Plínio Marcos; e 'Um Dia Muito Especial' (1988), de Ettore Scola. Em 2000, atuou em 'Jornada de um Poema', na qual interpretou uma paciente terminal de câncer.

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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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