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Quem foi Dolly Parton? Ícone da música country morreu aos 80 anos

Cantora iniciou a carreira ainda na adolescência e lançou o primeiro álbum em 1967

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Dolly Parton morreu aos 80 anos hoje
Dolly Parton morreu aos 80 anos hoje • Getty Images via AFP

A cantora Dolly Parton, considerada como a rainha do country, morreu nesta terça-feira (25). Aos 80 anos, a artista acumulava 11 Grammys, 49 álbuns e emplacou hits que fizeram sucesso além de seu estilo musical original, como é o caso de “I Will Always Love You”, que brilhou na voz de Whitney Houston.

Quarta de doze filhos, Dolly Rebecca Parton nasceu em 19 de janeiro de 1946, na zona rural do Tennessee, nos Estados Unidos, próximo a montanha dos Apalaches. Filha de um produtos de tabaco e uma dona de casa, ela começou a carreira cedo, cantando descalça na varanda da casa em que vivia com a família.

Segundo a livraria do congresso americano, com apenas 5 anos, Dolly escreveu sua primeira música, intitulada “Little Tiny Tassel Top”. Entusiasmada com a canção, em 1953, dois anos depois de escrevê-la, a cantora construiu o primeiro violão, usando um bandolim velho e cordas de baixo.

Apesar de os pais de Dolly serem grandes entusiastas da música, quem lhe incentivou a começar uma carreira de verdade foi o tio. Bill Owens viu potencial na sobrinha e se tornou o primeiro empresário da artista.

Em 1956, Bill conseguiu fazer a sobrinha se aproximar de Walker, responsável por um programa de TV da época e ela se tornou artista fixa do "The Cas Walker Show" em Knoxville.

Primeiro single

Ainda conforme os arquivos da Biblioteca do Congresso, o primeiro single de Dolly foi escrito quando ela tinha 11 anos, em parceria com o tio. "Girl Left Alone" foi lançado pela Goldband Records.

Dois anos depois, Dolly Parton teve a chance de se apresentar no Opry. Na noite de sua apresentação, Johnny Cash apresentou a jovem Parton e, após cantar a música "You Gotta Be My Baby", de George Jones, ela recebeu três bis.

Em 2019, durante uma entrevista à Variety, ela relembrou as participações no Opry. “Tenho tantas lembranças, mesmo de quando criança, observando as pessoas nos bastidores e simplesmente parada naquele palco onde todas aquelas pessoas incríveis estavam, pensando que talvez um dia eu pudesse fazer parte daquilo", disse Parton.

Em 1962, Dolly e o tio assinaram com a Tree Publishing e a Mercury Records em Nashville em 1962 e gravou as músicas "It's Sure Gonna Hurt" e "The Love You Gave". Segundo a Biblioteca do Congresso, Dolly se sentiu emocionada por se ouvir no rádio.

“Jamais me esquecerei de me ouvir numa estação de rádio de Knoxville, a WIVK", disse ela. "Lá estava eu, ouvindo-me cantar, não numa gravação ou num monitor de estúdio, mas numa estação de rádio de verdade que milhares de pessoas estavam ouvindo... naquele exato momento."

Anos depois, em 1964, Dolly conheceu Dean, com quem se casou dois anos depois. Eles se casaram na Geórgia contra a vontade da gravadora dela, que achava que o casamento prejudicaria a carreira da cantora.

"Só estávamos eu, minha mãe e Carl", disse Parton à CMT em 2016. "Atravessamos a fronteira do estado até Ringgold, na Geórgia. Minha mãe fez para mim um vestidinho branco, um pequeno buquê e uma pequena Bíblia. Mas eu disse: 'Não posso me casar no cartório porque nunca me sentirei casada'. Então encontramos uma pequena igreja batista na cidade, fomos até o pastor Don Duvall e perguntamos: 'O senhor nos casaria?' Tiramos fotos na escadaria bem em frente à igreja."

O início da fama

Em 1967, Dolly Parton alcançou o sucesso das paradas country em janeiro, com dois singles lançados pela Monument Records: "Dumb Blonde" (nº 24) e "Something Fishy" (nº 17).

Em julho, a cantora lançou o primeiro álbum, intitulado "Hello, I'm Dolly". Em setembro de 1967, Parton participou do programa "The Porter Wagoner Show" e, no final do ano, a dupla se uniu para lançar uma versão de "The Last Thing on My Mind", que alcançou o 7º lugar na parada country da Billboard.

Em seu 13º álbum de estúdio, a canção “Jolene” alcançou o primeiro lugar nas paradas country e chegou ao 60º lugar na Billboard Hot 100. Devido ao seu sucesso em carreira solo, Parton deixou de se apresentar no programa de TV e na turnê de Porter Wagoner em 1974 e, em 1976, rompeu todos os laços profissionais com Wagoner.

Além de Jolene, Dolly também deu vida a outros quatro singles que se tornaram sucesso. Foram eles: "I Will Always Love You"; "Please Don't Stop Loving Me" (um dueto com Porter); "Love is like a Butterfly"; e "The Bargain Store".

Primeiro filme

Em 1980, Dolly Parton estrelou seu primeiro filme. Chamado “9 to 5”, o longa contava com uma música de mesmo nome, escrita pela cantora, na trilha sonora. O sucesso foi tão grande que a canção chegou ao primeiro lugar na Billboard Hot 100.

A performance e a música de Parton lhe renderam uma série de indicações a prêmios, incluindo o Globo de Ouro de revelação feminina do ano em um filme, melhor atriz em um filme e melhor canção original; o Oscar de melhor canção original; e o People's Choice Award de tema/canção favorita de um filme.

Generosidade reconhecida

Dolly Parton ficou conhecida mundialmente pela música, mas também pelas ações de generosidade. Em 1986, ela inaugurou o chamado “Dollywood”, um parque de diversões próximo a sua cidade natal. Em entrevista à Associated Press, ela contou que a intenção do parque foi ajudar a movimentar a economia local.

“Sempre pensei que, se eu fizesse sucesso ou alcançasse o sucesso naquilo que comecei a fazer, eu queria voltar para a minha região e fazer algo grandioso, algo que trouxesse muitos empregos para esta área", disse Parton. "E, de fato, tive sorte, Deus foi bom para mim e as coisas aconteceram bem. Começamos o parque e, 25 anos depois, ainda estamos aqui”.

Já em 1988, a cantora fundou a Fundação Dollywood. No início da década de 1990, ela prometeu 500 dólares para os estudantes da região e conseguiu reduzir a taxa de evasão escolar de 35% para apenas 6%.

Autobiografia

No ano de 1994, Dolly lançou seu primeiro livro. Chamado “Dolly: My Life and Other Unfinished Business”. De acordo com a descrição do livro em seu site , ele "narra sua infância pobre no sopé das Great Smoky Mountains, no Tennessee, e fala sobre sua música, religião, casamento e muitos outros aspectos de sua vida, como suas opiniões sobre cirurgia plástica e sua personalidade extravagante".

Após o lançamento, o livro figurou entre os mais vendidos do The New York Times por quase dois meses.

Na mesma linha do livro, o filme “Dolly Parton's Coat of Many Colors” foi lançado em 2015. O longa explora a infância da cantora e as dificuldade enfrentadas pela família dela ao viver na zona rural do Tennessee.

Em 2016, a sequência "Dolly Parton's Christmas of Many Colors: Circle of Love", foi lançada.

Recordista

No ano de 2018, o Guinness World Records premiou Dolly Parton com duas distinções. A cantora foi considerada a artista feminina com o maior número de sucessos (107) na parada Hot Country Songs dos EUA e o maior número de décadas (seis) com um sucesso no Top 20 da parada Hot Country Songs da Billboard.

Problemas de saúde

Em setembro de 2025, Dolly cancelou uma série de shows alegando estar enfrentando alguns problemas de saúde.

"Falando sério, considerando isso, não vou conseguir ensaiar e montar o show que quero que vocês vejam, e o show que vocês merecem ver", escreveu Parton em um comunicado no Instagram . "Vocês pagam caro para me ver cantar, e eu quero dar o meu melhor para vocês."

"Só preciso de um tempinho para me preparar para o show, como se costuma dizer", disse ela. "E não se preocupem, não vou desistir da carreira porque Deus ainda não disse nada sobre parar."

Premiações

Dolly Parton se consolidou como uma das artistas femininas mais premiadas e influentes da música country. Ao longo da carreira, a cantora teve 21 singles e álbuns certificados com ouro ou platina pela Recording Industry Association of America (RIAA).

Parton colocou 25 músicas no topo da Billboard Hot Country Songs, ficou entre as artistas com mais álbuns no Top 10 da parada country e acumula mais de 110 singles nas paradas ao longo de quatro décadas. Suas vendas globais, incluindo álbuns, singles, colaborações e downloads digitais, ultrapassam 100 milhões de cópias.

No Grammy, venceu 11 prêmios, incluindo o Lifetime Achievement Award, em 2011, e recebeu 54 indicações. Também conquistou quatro American Music Awards, dez Country Music Association Awards e 13 Academy of Country Music Awards.

Em 1978, Parton recebeu o prêmio de Artista do Ano da Country Music Association, uma das principais honrarias do gênero. Ela também foi introduzida no Grand Ole Opry, em 1969, e no Nashville Songwriters Hall of Fame, em 1986. Além disso, recebeu uma estrela em Nashville e ganhou uma escultura de bronze em sua cidade natal, Sevierville, no Tennessee.

A morte de Dolly

A cantora Dolly Parton, ícone da música country norte-americana, morreu aos 80 anos. A informação foi compartilhada nesta terça-feira (25) pelo sobrinho da artista, Brian Seaver.

“Meu nome é Brian Seaver, filho de Cassie Parton, e estou representando as famílias Parton e Owens hoje para anunciar o falecimento da minha tia, Dolly Rebecca Parton Dean, irmã, mana e avó para uma geração e Gigi para a próxima”, diz ele no vídeo.

Dolly Parton foi uma das figuras mais importantes do entretenimento e construiu uma carreira de décadas, marcada por inúmeros prêmios e reconhecimento internacional.

“Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, certamente recebida por Carl, por seus pais e por incontáveis outros que a acompanharam e ansiavam por encontrá-la nos céus”, continua o sobrinho no vídeo.

Brian destacou o amor e o carinho da artista pelos fãs e familiares. “Minha família e eu compartilhamos uma vida inteira de belas memórias com Dolly, mas vocês também. Ela sempre esteve na sua televisão, no seu toca-discos, no seu CD e na sua lista de reprodução no celular, tornando-se uma extensão da sua família, quer você quisesse ou não.”

“Descanse em paz, tia Dolly. Tia Vovó. Gigi. Que Deus abençoe Dolly Parton, e que Deus abençoe todos vocês. Ela sempre amará vocês”, conclui.

 

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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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