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O que a psicologia diz sobre amizade após fim do casamento, como o de Virginia e Zé Felipe?

Virginia Fonseca e Zé Felipe disseram que serão amigos a partir de agora pelo bem dos filhos; veja o que a psicologia diz sobre amizade após fim do casamento

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Virginia e Zé Felipe celebraram o aniversário de Maria Alice ontem
Virginia e Zé Felipe durante aniversário de Maria Alice • Reprodução | Redes sociais

Virginia Fonseca, de 26 anos, e Zé Felipe, de 27, disseram, após o término, que de agora em diante seguirão como amigos. Isso pelo próprio bem dos filhos. Eles são pais de Maria Alice, de 4 anos, Maria Flor, de 2, e José Leonardo, de 8 meses.

A primeira aparição deles como ex-casal ocorreu ainda no dia seguinte ao término. Na ocasião, Zé Felipe disse: “Foram momentos maravilhosos que a gente viveu junto, os melhores momentos da minha vida, a gente construiu uma família. Três filhos saudáveis, lindos e abençoados. É por eles! Então é melhor deixar assim, ter uma amizade e respeito.”

Virginia concorda com o ex-marido e declara que a "amizade, parceria e carinho" continuam. Afinal, é saudável e possível que uma relação prossiga mesmo após o fim do casamento?

  1. Virginia e Zé Felipe anunciaram que, a partir de agora, seguirão como amigos. É possível manter amizade após fim de um relacionamento?

    “Sim, é possível, mas depende de muitos fatores. A forma como o relacionamento terminou é decisiva. Quando há respeito mútuo, ausência de traições ou mágoas profundas, e principalmente quando existe maturidade emocional, essa transição pode acontecer de maneira saudável. Casais que têm filhos, como é o caso de Virginia e Zé Felipe, tendem a ter mais motivos para manter uma relação cordial e, em muitos casos, até amistosa. Mas é essencial que essa amizade não seja um disfarce para sentimentos mal resolvidos. Clareza emocional, respeito e limites bem definidos são fundamentais para que essa nova dinâmica funcione sem causar prejuízos afetivos.”

  2. Como os pais devem lidar com os filhos, principalmente na infância, após uma separação? A terapia é imprescindível?

    “Os pais devem priorizar o bem-estar emocional dos filhos e entender que eles também passam por um processo de luto diante da separação. É fundamental que haja diálogo adequado à idade da criança, evitando sobrecarregá-la com informações desnecessárias ou envolvê-la em conflitos. A terapia não é obrigatória em todos os casos, mas pode ser extremamente benéfica — tanto para os pais, quanto para os filhos — especialmente quando há sinais de sofrimento emocional, mudanças bruscas de comportamento ou dificuldades na adaptação. A terapia ajuda a ressignificar esse momento e oferece suporte para uma transição mais leve e estruturada.”

  3. É recomendável que um casal separado siga morando na mesma casa?

    “Em linhas gerais, não é o mais recomendável. Quando um casal decide se separar, é fundamental que essa decisão se reflita também no espaço físico e na rotina. Permanecer sob o mesmo teto pode gerar confusão emocional, dificultar o processo de desligamento e até alimentar falsas esperanças. Claro que existem exceções, como questões financeiras ou filhos pequenos, mas mesmo nesses casos é importante que os limites estejam muito bem estabelecidos. A convivência diária após o término pode atrasar a elaboração emocional da separação e prejudicar a saúde mental dos envolvidos.”

  4. Algo que gostaria de acrescentar ou esclarecer?

    “Gostaria de reforçar que o fim de um relacionamento, embora doloroso, pode ser uma oportunidade de crescimento e amadurecimento emocional. Cada pessoa lida com o término de uma forma diferente, e não há um ‘certo’ ou ‘errado’ absoluto. O importante é buscar clareza sobre os próprios sentimentos, respeitar os próprios limites e, quando necessário, procurar ajuda profissional. A terapia, seja individual ou de casal, é um espaço seguro para organizar as emoções e tomar decisões mais conscientes, especialmente quando há filhos envolvidos ou sentimentos ambivalentes em relação à separação. O cuidado com a saúde mental deve ser sempre uma prioridade.”

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.