O mundo das artes e do humor corporativo perdeu uma de suas vozes mais conhecidas. Scott Adams, o criador da mundialmente famosa tirinha Dilbert, faleceu aos 68 anos. A notícia foi confirmada por sua primeira ex-esposa, Shelly Miles, durante uma transmissão ao vivo no canal oficial do autor no YouTube, nesta terça-feira (13).
Adams vinha compartilhando atualizações sobre seu estado de saúde com seu público há meses. Ele lutava contra um câncer de próstata com metástase óssea, uma condição que, segundo o próprio autor em transmissões recentes, já não apresentava chances de recuperação.
Em seus últimos relatos, o cartunista descreveu enfrentar dores constantes, insuficiência cardíaca e severas limitações físicas. No início de janeiro, ele chegou a preparar seus ouvintes, afirmando que este seria um “mês de transição”.
O auge da carreira
Scott Adams alcançou a fama mundial no final da década de 1980. Dilbert, lançada em 1989, tornou-se um fenômeno ao satirizar a burocracia, a cultura de escritório e as relações muitas vezes absurdas no ambiente de trabalho.
No auge do sucesso, a tirinha chegou a ser publicada em cerca de 2.000 jornais em 65 países. Adams também se consolidou como autor de best-sellers e mantinha uma forte presença digital com o programa ‘Real Coffee with Scott Adams’, onde debatia temas variados.
Trajetória marcada por polêmicas
Apesar de seu legado histórico no mundo dos quadrinhos, os últimos anos da carreira de Adams foram conturbados. Em 2023, o cartunista viu sua criação ser amplamente cancelada por jornais e editoras após fazer comentários de cunho racista em seu canal no YouTube.
Na época, as declarações foram condenadas por diversas organizações de mídia, levando à remoção de Dilbert da maioria das publicações nos Estados Unidos.
Adams deixa um legado de inovação na forma como o trabalho de escritório é percebido pela cultura popular, embora sua trajetória final tenha sido dividida entre a admiração por sua obra e as críticas ao seu posicionamento público.