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Morre Juca de Oliveira: SBT relembra passagem do ator em novelas do canal

Juca de Oliveira fez novelas no SBT na década de 90; veja

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Juca de Oliveira no SBT
Juca de Oliveira no SBT • Carlos Manfredo | SBT

O SBT lamentou a morte de Juca de Oliveira neste sábado (21), e relembrou a passagem do ator pela emissora. No canal fundado por Silvio Santos (1930-2024), o artista passou por três novelas na década de 90.

"O SBT lamenta profundamente a morte do ator, escritor e diretor Juca de Oliveira, talento que muito honrou os quadros de nossa casa, tendo contribuído para a construção desse acervo de que tanto nos orgulhamos", iniciou o SBT.

Logo depois, a emissora falou sobre os trabalhos que ele fez no canal. "Em 1990, Juca de Oliveira esteve na novela 'Brasileiras e Brasileiros' (1990), sob direção de Walter Avancini. Entre 1994 e 1995, estrelou 'As Pupilas do Sr. Reitor'. O ator interpretava então o padre Antônio, reitor das pupilas vividas por Débora Bloch e Luciana Braga, sob direção de Nilton Travesso, que também comandou o remake de 'Os Ossos do Barão' (1997), em que Juca novamente entrou em cena, como Egisto Ghirotto".

"É com saudade que hoje nos despedimos desse profissional que enriqueceu de modo exemplar o nosso repertório cultural, certos de que seu legado permanece vivo. Aos familiares, nossa profunda solidariedade e abraço afetuoso", encerrou o SBT.

Carreira

Nascido em São Roque, no interior de São Paulo, em 16 de março de 1935, José Juca de Oliveira Santos começou no teatro na década de 50.

Juca cursou Direito na Universidade de São Paulo (USP) e chegou a trabalhar em um banco. Porém, a carreira artística fez com que ele largasse a faculdade e o empreso para estudar na Escola de Arte Dramática.

Nesta época, ele fez parte do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde contracenou com Aracy Balabanian (1940-2023) e fez peças como “A Semente”, de Gianfrancesco Guarnieri, e “A Morte do Caixeiro Viajante”, de Arthur Miller.

Com mais de 40 anos de carreira, o ator fez mais de 30 novelas e minisséries, além de 60 peças de teatro e vários longas-metragens.

Na década de 60, ele adquiriu o Teatro de Arena em parceria com Guarnieri, Augusto Boal, Paulo José e Flávio Império. Ligado ao Partido Comunista Brasileiro, o ator acabou sofrendo perseguição pelo Estado brasileiro e procurou exílio na Bolívia.

De volta ao Brasil, ele fez a novela "Quando o Amor É Mais Forte" (1964), da TV Tupi. Na Globo, ele estreou apenas em 1973, onde interpretou o personagem Alberto Parreiras em "O Semideus".

O ator ainda passou pela Bandeirantes, onde participou de "A idade da Loba", e pelo SBT, contracenando em "Os Ossos do Barão". Em 1993, ele retornou à Globo em "Fera Ferida" e, depois, fez parte do elenco de "Torre de Babel".

Um dos personagens mais conhecidos do ator foi o de Doutor Albieiri, em O Clone, trama de Gloria Perez que foi ao ar em 2001 e teve diversas reprises na Globo.

Na novela, foi ele quem produziu um clone humano, interpretado pelo ator Murilo Benício.

O último papel de Juca na televisão foi em 'O Outro Lado do Paraíso' (2018), em que interpretou Natanael. Apesar do distanciamento da TV, Juca se dedicou ao trabalho no teatro e à sua fazenda nos últimos anos de vida.

Morte

Juca de Oliveira estava internado desde o dia 13 de março no hospital Sírio-Libanês “em estado delicado de saúde" por conta de "uma pneumonia e condição cardiológica", e faleceu nesta madrugada (21).

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.