Durante coletiva de imprensa na
Falabella destacou o orgulho de ter apostado em Wagner Moura quando ele ainda enfrentava resistência nos bastidores da TV. “Fico super feliz até hoje, porque o primeiro galã do Wagner fui eu que dei. Eu briguei por ele.”
O artista revelou que, naquele momento, a Globo não enxergava Wagner como protagonista romântico, por ele não se encaixar no padrão estético tradicional exigido pela televisão.
“A Globo não queria ele. Disseram que ele não era galã. Eu falei: ‘Não, eu quero ele. Ele é foda, ele é bom’. Ele fez um teste e eu pensei: ‘Pô, esse cara é foda. Eu quero ele’”, relembrou.
Falabella também lembrou das cenas intensas protagonizadas por Wagner Moura e Adriana Esteves. “Tem cenas dele com a Adriana Esteves que são memoráveis.”
Rumo ao Oscar
Ainda durante a coletiva, Miguel Falabella comentou o momento vivido pelo cinema nacional, impulsionado pelas indicações brasileiras ao Oscar. Para ele, esse reconhecimento vai além do sucesso.
“Estamos num momento muito bom para o cinema brasileiro. Acho muito importante esse movimento que está acontecendo, porque, de certa forma, é um momento curativo”, afirmou.
Falabella também lembrou a prisão da mãe durante a ditadura militar. “Minha mãe foi presa em 1964, ela era professora da Faculdade de Filosofia do Rio de Janeiro. Uma lembrança muito forte que eu tenho, ainda menino, com sete para oito anos, é de ver o meu pai chorando. Isso foi muito marcante na minha vida”, disse.
Segundo o artista, filmes como ‘Ainda Estou Aqui’ e ‘O Agente Secreto’ ajudam o Brasil a revisitar feridas antigas.
“Esse momento que a gente está vivendo, com o filme da Fernanda Torres (Ainda Estou Aqui), agora com o filme do Kleber Mendonça Filho (O Agente Secreta), é um momento curativo para o Brasil.”
Lançamento
Miguel Falabella está em Tiradentes para acompanhar a pré-estreia nacional do longa-metragem Querido Mundo, que será exibido na Mostra Praça. O filme, dirigido por Falabella em parceria com Hsu Chien, integra a programação oficial do festival e marca o retorno do artista à direção no cinema, com uma obra de ficção em preto e branco ambientada no Rio de Janeiro e protagonizada por Malu Galli, Eduardo Moscovis e Marcello Novaes.