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Gil do Vigor vai a mercado após mãe ser vítima de preconceito: 'Me deu raiva'

Funcionária supôs que a mãe de Gil do Vigor não tivesse dinheiro para comprar um vinho mais caro

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Gil do Vigor e a mãe, Jacira Santanna
Gil do Vigor e a mãe, Jacira Santanna • Reprodução | Redes sociais

Gil do Vigor relatou que sua mãe, Jacira Santanna, foi vítima de preconceito em um mercado. Segundo o ex-BBB, a confusão teve início após sua mãe perguntar o preço de um vinho e a funcionária afirmar que as bebidas mais baratas ficavam em outro lugar, sugerindo que ela não tivesse condições de pagar por elas.

"Quem me viu ontem viu que eu estava indignado, revoltado, entendeu? Porque mexeram com mainha. Para quem não sabe, eu pedi para minha mãe comprar um vinho, ela foi ao mercado comprar um vinho, estava sem os óculos, ficou ali perguntando o preço das coisas e, simplesmente, a mulher mandou minha mãe olhar lá atrás, que também tem outros vinhos. E minha mãe falou: 'Mas moça, isso aqui eu tenho certeza que é vinho'. 'É porque aqui são os preços mais elevados'. Aí eu falei: 'Oxe'. Fiquei assim chateado, ia dar um baile, mas minha mãe falou: 'Não vá, meu filho'. E realmente eu não fui. Até para evitar conflito, que eu não estou querendo, né?", iniciou Gil.

Apesar disso, após analisar mensagens recebidas, Gil entendeu que era importante quebrar esse ciclo e, por isso, decidiu ir até lá. "Talvez a mulher não tenha tido maldade. E eu acredito que existe essa possibilidade. Por quê? Porque talvez já tenha acontecido com ela muitas vezes, e ela já fez tantas vezes, provavelmente com outras pessoas, que para ela talvez aquilo seja normal. Então por isso que voltar lá e conversar na educação é importante para quebrar esse ciclo, para que não aconteça com outras pessoas."

 

Gil do Vigor relata como foi no mercado

"Foi tudo supertranquilo, o gerente foi superamigo da gente, todo mundo foi fofinho, todo mundo foi carinhoso. Mas o mais importante de tudo, gente, é quebrar esse ciclo. Sabe por quê? Porque o caso de mainha é um caso pequeno. Me deu raiva porque é minha mãe, vou falar a verdade, mas é um caso pequeno. Mas nós temos casos no Brasil acontecendo todos os dias, nos quais as pessoas são julgadas por status social, se elas têm uma roupa bonita ou não. Pessoas pretas que são seguidas dentro de supermercados, dentro das farmácias, dentro das lojas, o que acontece ainda hoje em dia. Então acho que é importante aproveitar esse momento para trazermos o debate sobre: nós não devemos julgar ninguém, porque todo mundo tem o direito de ser atendido de igual para igual em qualquer situação", seguiu Gil.

O economista acrescentou: "Vamos parar de imaginar: 'Será que essa pessoa tem poder?'. Não importa se a pessoa tem ou não. Porque, mesmo se eu tivesse cinquenta centavos, eu tenho o direito de chegar à loja da Ferrari e perguntar: 'Quanto é essa Ferrari?'. 'Ah, mais você...'. Gente, desculpa, não está escrito em nenhum lugar que eu só posso entrar em uma loja se eu tiver dinheiro para comprar. Então, tendo dinheiro ou não, é o nosso direito a um bom atendimento, a não sermos julgados, a não sermos comparados com nenhum tipo de coisa. E as pessoas que trabalham com o público também precisam ficar atentas para que não reproduzam algum tipo de violência, mesmo que não percebam. Ainda mais quando vocês também sofrem muitas vezes."

"Acho que é o momento de a gente trazer esse debate para nós falarmos sobre isso para evitar que aconteça com outras pessoas em outras circunstâncias, entendeu? Porque, de novo, o caso de mainha pode ser um caso pequeno, em que a gente foi lá, foi bem atendido, conversamos na educação, todo mundo foi solícito, e a gente consegue resolver assim. Porém, em outros casos, as pessoas não vão conseguir ouvir. Por isso que temos que falar, sem gritar, sem brigar, sem xingar, com calma, mas falarmos o certo, que é importante", concluiu Gil.

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.

 

 

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