Filme com Mônica Martelli e Ingrid Guimarães reforça amizade e a reinvenção da vida após os 50
'Minha Melhor Amiga' estreia em 3 de setembro nos cinemas brasileiros; atrizes e diretora conversaram com a reportagem da Itatiaia sobre o filme

Mônica Martelli e Ingrid Guimarães mostram na prática o poder da união feminina e como reinventar a vida após os 50 anos em "Minha Melhor Amiga", filme que tem direção de Susana Garcia e estreia nos cinemas brasileiros em 3 de setembro. Nessa quinta-feira (20), as atrizes e a diretora estiveram no Boulevard Shopping, em Belo Horizonte, onde conversaram com a reportagem da Itatiaia sobre o longa.
Mais que uma comédia, "Minha Melhor Amiga" mostra que, independentemente da idade, nunca é tarde para construir uma nova história e mudar seu olhar sobre a vida. No longa, as atrizes dão vida às amigas Júlia e Clara, que decidem fazer uma viagem para a Europa e acabam mudando completamente seu entendimento de como a vida pode ser após os 50 anos.
À reportagem, Mônica reflete que "nunca é tarde para começar um projeto novo, uma relação ou para inventar uma vida diferente". Para a atriz, muitas mulheres têm medo de se reinventar por receio do que não é seguro. Porém, "a vida é movimento, é correr riscos".
"Eu acho que 'Minha Melhor Amiga' traz a força da amizade feminina, porque, quando as mulheres se unem, amor, não tem para ninguém, e traz essas mulheres repensando a vida. Por quê? Até falo isso no filme. Se a gente vai viver até os 90 anos, você fez 50 e pensa que ainda tem mais 40 pela frente, vai passar os próximos 40 anos fazendo o que não está te fazendo feliz? Então, é sobre isso", afirma.
Já Ingrid Guimarães enfatiza: "Não deixe que um número dite a sua vida. A gente ainda tem tempo de se reinventar sempre. E, talvez, o mais importante: as amizades femininas são um dos atos mais revolucionários da humanidade."
Para mulheres que não possuem amigas aos 50 anos, Ingrid aconselha: "Tente se unir a outras mulheres com quem você tenha afinidades. Talvez você faça uma aula de alguma coisa e encontre mulheres que gostem das mesmas coisas que você. Às vezes, você encontra uma amiga."
"Eu e a Mônica, por exemplo, nos conhecemos fechando um salário em uma sala. Acho que juntar mulheres em qualquer lugar, seja para dançar ou fazer uma aula de cerâmica, é sempre potente. Você sempre vai tirar alguma coisa boa de lá", completa.
Mônica acrescenta que "Minha Melhor Amiga" também fala sobre maternidade, visto que ambas as personagens são mães de adolescentes, o que o torna um "filme perfeito para toda a família".
Cenas foram improvisadas
A diretora Susana Garcia contou que muitas cenas de "Minha Melhor Amiga" foram improvisadas, com ela deixando a câmera ligada enquanto Mônica Martelli e Ingrid Guimarães interagiam.
"É a primeira vez que elas trabalham juntas. Então, eu tinha esse desafio enorme de juntar as duas e tentar trazer para o filme essa espontaneidade, essa alegria, essa leveza e esse amor que elas têm na vida e que o público está muito acostumado a ver nos vídeos. E a gente conseguiu. Foi um prazer enorme. Elas são muito elas mesmas, né? Vocês veem isso nos vídeos. Elas são atrapalhadas, dispersas, mas também muito obedientes", afirma Susana.
"No set, a gente fazia a cena e, quando eu sentia que ainda faltava alguma coisa, deixava a câmera ligada para que elas improvisassem. Então, foi uma harmonia muito grande e realmente muito prazerosa", segue.
Para Susana, o filme traz mensagens muito claras. "A gente teve muito cuidado na hora de fazer esse roteiro. A gente escreveu sobre o que queria falar: a capacidade que a mulher tem, em qualquer momento da vida, de ressignificar a própria história. De mudar a trajetória, ressignificar a vida emocional e profissional".
"A gente construiu o arco dessas personagens mostrando justamente essa transformação. É uma viagem para o exterior, uma viagem externa, mas o maior percurso é o interno. É a transformação pela qual elas passam ao longo do filme. Então, o que a gente mais queria era inspirar as mulheres a pensar que nunca é tarde para mudar", conclui.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.
Marcello Pereira é jornalista formado pelo UniBH e Editor de Redes Sociais na Itatiaia. Atua com estratégia digital, gestão de conteúdo para plataformas como Instagram e TikTok, coordenação de equipes e análise de métricas. Também possui experiência em assessoria de imprensa e comunicação institucional, com interesse em inovação, tecnologia e análise de dados.




