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Ex-Power Couple implorou na delegacia após agressões de Cartolouco: 'Medo de morrer'

Gabriela Augusto contou que recebeu apoio de Lucas Selfie após denunciar Cartolouco; amigos foram com ela até a delegacia

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Gabriella Augusto chora ao falar sobre o que viveu com Cartolouco
Gabriella Augusto chora ao falar sobre o que viveu com Cartolouco • Reprodução | Redes sociais

Gabriella Augusto revelou, nesta segunda-feira (13), que pediu que policiais não vazassem a denúncia que fez contra Lucas Strabko, o Cartolouco, por medo de ser morta por ele. A empresária narrou agressões sofridas pelo ex e o que fez para se livrar do relacionamento abusivo. A decisão ocorre após reportagem do Fantástico sobre o ex-Power Couple, que foi denunciado por três ex-namoradas e se tornou réu por violência psicológica e agressão física.

Conforme Gabriella, uma ex-namorada de Cartolouco procurou Lucas Selfie e relatou o que estava acontecendo com a empresária. "Ela não sabia, mas provavelmente imaginava tudo o que eu estava passando. Aí, nisso, o Lucas e a Bárbara foram na minha casa falar comigo, porque eu nunca tinha exposto isso para ninguém. Eu passava por isso sozinha. Todo dia eu ia trabalhar, eu entrava ao vivo como se nada tivesse acontecido. Aquilo tinha virado normal na minha vida", contou em um vídeo em que aparece aos prantos.

"Aí o Lucas e a Bárbara foram na minha casa e falaram: 'Gabriela, vamos embora! Conte com a gente, você tem pessoas do seu lado, que te amam, que te apoiam, pelo amor de Deus.' O narcisista coloca na nossa cabeça que a gente está sozinha. Ele quer te excluir do mundo", acrescentou.

"Na delegacia, eu fui recebida por um homem que, assim que eu dei o RG do Lucas, ele começou a gritar: 'É o Cartolouco?' E eu: 'Moço, pelo amor de Deus, não fala isso. Você não sabe o quanto é difícil, por ser ele, eu estar aqui'. Aí eu virei, tinha umas meninas atrás, e falei: 'Meninas, pelo amor de Deus, que isso não saia daqui, isso não pode ser exposto'. Tinha muito medo de morrer, gente. Eu tinha muito medo de morrer", desabafou Gabriella.

A empresária contou que, enquanto seguia na delegacia, Cartolouco enviava presentes, cartas e flores como se nada tivesse acontecido.

"Simplesmente estava na casa da minha avó e eu tinha, acho que, 24 horas para ir ao IML para fazer o corpo de delito das marcas que estavam em mim, o meu celular destruído e tudo mais. A parte mais difícil é você contar para alguém da sua família e falar: 'Olha, estou passando por isso, eu preciso de ajuda'", afirmou ela, que revelou ter demorado entre 4 e 5 meses para contar ao pai. E, apesar do receio, teve "uma rede de apoio grande", que incluía familiares e amigos.

Por conta das agressões, ela conseguiu uma medida protetiva. "Você entra num lugar de negação muito forte. E aí, quando você fala para alguém, quando alguém fica sabendo, torna-se real, né? Torna-se verdade."

"Durante toda a minha medida protetiva, eu vivia a vida do Lucas. Então, assim, eu ficava entrando para ver quem estava seguindo ele, quem ele estava seguindo, colocando o nome dele no Twitter para ver onde ele estava. Doentio, porque ele seguia a vida dele como se nada tivesse acontecido. Ele continuou trabalhando, tudo o que ele postava as pessoas estavam aplaudindo. Então, eu estava vendo o meu agressor seguindo a vida dele normal e eu estava de cama, depressiva", continuou.

Por conta dos problemas de saúde mental, Gabriella pediu demissão. "Não conseguia mais entrar ao vivo e fingir que nada estava acontecendo. Pedi demissão, fiquei três meses de cama, deprimida. Voltei a morar com a minha mãe. É, foi muito difícil", lamentou.

Agressões

Gabriella disse ter se culpado por acreditar que Cartolouco havia mudado e narrou um dos piores momentos que vivenciou com ele. "Eu nunca vou esquecer o dia que eu cheguei em casa do trabalho e ele estava lá. A gente tinha sido assaltado e ele estava com o meu computador para resolver as coisas. Quando eu voltei, eu estava com muita enxaqueca. Aí, provavelmente, ele estava lá na minha casa vendo todo meu WhatsApp e não tinha nada para ele achar ruim", comentou.

A influenciadora explicou que apenas havia uma conversa com um amigo ocorrida no Carnaval. "Um amigo meu me mandou mensagem perguntando se eu estava solteira, eu falei que sim, mas que não gostava da vida de solteira".

Depois disso, Cartolouco questionou se Gabriella realmente gostava dele e iniciou as agressões. "Eu deitei, porque estava com enxaqueca. Ele me puxou pelo cabelo, me jogou no chão e começou a me chutar muito. Aí, por um tempo, eu falei: 'Eu vou morrer. Eu vou morrer.' E é muito doido, porque na hora da agressão, você só quer se proteger, você só não quer morrer", afirmou.

Ela então se levantou, o empurrou e ligou para os pais dele. "Os pais dele sabem de tudo. Isso é muito doido. Mas não vou entrar nesse lugar. Aí, no dia seguinte, ele apareceu no hospital fazendo stories rindo, falando que ele tinha machucado o pé dele no futebol. E eu lembro que eu falei: 'Não é possível que você está fazendo isso. Você está rindo numa situação e eu tô aqui toda f*dida e você está no hospital que você machucou o pé de tanto me chutar'".

Gabriella contou, ainda, que teve o celular destruído por ele. À época, ela descobriu uma conversa dele com a primeira ex-namorada. "Quando eu comecei a ler aquilo parecia que era minha conversa com ele, era tudo muito igual, do jeito que ele chamava ela, do jeito que ele falava, as brigas, tudo era muito igual. Aí eu comecei a me tremer toda e quando entrei no perfil dela, tinha um blog. E no blog ela expôs tudo que ela tinha passado".

Conforme Gabriella, ela morria de medo do ocorrido vazar, a carreira do ex acabar e ele ir atrás dela tentar matá-la. "Aí eu só tive coragem de ir para delegacia expor porque alguém ficou sabendo, porque meus amigos ficaram sabendo e vieram me falar. Porque até então eu não tinha coragem de sair disso, eu não tinha a coragem de ir para uma delegacia sozinha", comentou.

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.