Esculturas de bronze são atração de exposição no CCBB/BH; saiba como são feitas
Técnica é bastante utilizada na confecção de monumentos públicos por ser resistente ao tempo

A exposição “Flávio Cerqueira: Um escultor de significados”, em cartaz no CCBB/BH, destaca cerca de 40 esculturas feitas em bronze. O que o público muitas vezes não imagina é como cada uma é produzida.
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- Primeiro se modela a peça em argila para, em seguida, cobrir a peça modelada com gesso. Retira-se a argila totalmente e sobra a fôrma em gesso com a exata forma modelada.
- Preenche-se o molde em gesso com cera derretida; após a secagem, temos a peça em cera, idêntica à original modelada na argila.
- Com a cópia da escultura modelada em cera, falta passar a forma para o metal, através do método da cera perdida. Para se obter a peça em metal, colocamos a cópia de cera num recipiente contendo gesso ainda em estado líquido. Se quisermos, também podemos misturar ao gesso materiais refratários resistentes ao calor.
- Logo que o gesso endurece, é levado ao forno em alta temperatura, para que a cera possa derreter e escorrer para fora do bloco. Ao final desse procedimento, temos o molde interno, que resultou do espaço vazio deixado pela cera que derreteu, e esse é o espaço que será preenchido pelo metal quente em estado líquido.
- Depois de despejar o metal no espaço dentro do gesso que era ocupado pela cera basta aguardar o metal esfriar. Ele terá então ocupado o lugar deixado pela cera que se liquefez com o calor e, portanto, terá assumido a forma da cópia em cera.
- Para finalizar a peça, retira-se o gesso e se retoca a escultura já desenformada, ajustando-se os detalhes indesejados por lixamento e/ou polimento.
Serviço
- Exposição “Flávio Cerqueira: Um escultor de significados”
- Local: CCBB/BH Praça de Liberdade, 450
- Funcionamento: De quarta a segunda de 10:00 às 22:00
- Período: 12 de março a 2 de junho
- Entrada gratuita mediante retirada de ingressos online pelo site ou nas bilheterias do local
PorAmanda Alves
Amanda Alves é graduada, especialista e mestre em artes visuais pela UEMG e atua como consultora na área. Atualmente, cursa Jornalismo e escreve sobre Cultura e Indústria no portal da Itatiaia. Apaixonada por cultura pop, fotografia e cinema, Amanda é mãe do Joaquim.



