Belo Horizonte
Itatiaia

De Elis Regina a Mussum: artistas foram recriados pela inteligência artificial 

Comercial da Volkswagen com a cantora que eternizou a música 'Como Nossos Pais' reacendeu a polêmica em torno do tema 

Por
Comercial da Volkswagen recriou a imagem da cantora Elis Regina, que morreu aos 36 anos, por meio de inteligência artificial
Comercial da Volkswagen recriou a imagem da cantora Elis Regina, que morreu aos 36 anos, por meio de inteligência artificial  • Reprodução/Volkswagen

Elis Regina é a maior cantora do Brasil. Essa é uma constatação de dez entre dez críticos musicais. E da própria Elis que, sem falsa modéstia, dizia que a segunda melhor cantora do Brasil era Gal e, a primeira, era ela.

Com uma interpretação arrebatadora, um timbre especial e uma afinação impecável, Elis também dizia que não desafinava nem na hora de chorar, o que pode ser comprovado na interpretação de “Atrás da Porta”, de Chico Buarque, em que a cantora vai às lágrimas.

Na última semana, um comercial da Volkswagen em que a imagem de Elis é recriada por meio da inteligência artificial, cantando 'Como Nossos Pais', clássico de Belchior, reacendeu a polêmica em torno do tema. Não foi a primeira vez que um artista foi recriado por meio da tecnologia.


Iframe Embed

Marilyn Monroe

Marilyn é sempre Marilyn, ou seja, a personagem de si mesma. Afinal de contas, a própria alcunha artística foi uma criação de Norma Jeane.

Nem é preciso dizer seu segundo nome para que se identifique a responsável por cenas memoráveis e inesquecíveis da sétima arte, especialmente quando ela soltava a voz. 

Subjugada a papéis que a relegaram ao protótipo da sensualidade desfeita de outras qualidades, é inegável que, para além do talento notório na arte de cantar, Monroe não descartava o domínio de seus atributos. Em 2011, ela teve a imagem recriada para uma publicidade da marca de perfumes Dior.


Iframe Embed

Mussum

Se Didi e Dedé formaram seu humor, principalmente, através do circo, e tinham uma veia prioritariamente espontânea e de improviso, mais ainda se pode dizer desta naturalidade em Antônio Carlos Gomes. O gosto pelo samba, pela bebida, pelos dizeres invocados e a paixão pelo Flamengo eram reais. 

Mussum vivia na tela o que vivia nos palcos de asfalto, nas mesas de bar e nas arquibancadas. O próprio apelido sugeria uma maneira lisa e escorregadia de escapar de enrascadas, característica do peixe que inspirou Grande Otelo a batizá-lo.

Nascido no dia 7 de abril de 1941, no Rio de Janeiro, ele morreu em São Paulo no dia 29 de julho de 1994, aos 53 anos, após um transplante de coração, mas, como Mussum, estaria eternizado na memória dos brasileiros. 

Em 2013, o comediante e músico teve a sua imagem recriada artificialmente para uma propaganda da mesma Volkswagen que reacendeu a polêmica com Elis Regina, na época do relançamento do Fusca. A publicidade ainda traz a presença do antigo VJ da MTV, Cazé Peçanha.


Iframe Embed

Chaves

Durante praticamente duas décadas o Brasil respirou sob um ritmo mexicano. Foi nos anos 1940 e 1950, portanto muito antes da estreia do seriado “Chaves” em seu país natal.

O bolero dominou a canção e o coração brasileiros, o que não é difícil constatar ao percebermos a quantidade de versões e vozes que o entoaram, para ficar em exemplos mais claros, o folclórico “Cielito Lindo”, (do refrão: ai, ai, ai, ai, está chegando a hora/o dia já vem, raiando meu bem/é hora de ir embora), e de “Bésame Mucho”, criação de Consuelo Velazquez popularizada pelo “Trio Los Panchos”, outro a fazer enorme sucesso na terra de palmeiras onde canta o sabiá. Logo a influência da cultura mexicana na nossa não se restringe aos personagens criados por Roberto Gómez Bolaños.

O sucesso do seriado em todo o mundo, especialmente no Brasil, é inegável. Em 2014, Chaves teve a sua imagem recriada via inteligência artificial para uma publicidade do canal por assinatura DishLatino.


Iframe Embed