Com demência e afastado das telas, Bruce Willis aparece em foto no aniversário da neta
O ator apareceu em um clique raro compartilhado pela filha, Rumer Glenn Willis, fruto do casamento com Demi Moore

O ator Bruce Willis, de 69 anos, apareceu em um clique raro compartilhado pela filha, Rumer Glenn Willis, fruto do casamento com Demi Moore. O astro de Hollywood, diagnosticado com demência e afastados das telas aparece no aniversário de um ano da neta, Louetta Isley.
Diagnóstico de demência frontotemporal
Bruce Willis foi diagnosticado com demência frontotemporal no início de 2023. Segundo relatos de parentes, o astro de cinema começou a apresentar dificuldades de comunicação e fala e, pouco depois, alterações no comportamento e alguns quadros de esquecimento envolvendo até mesmo a mãe do ator.
O protagonista de “Duro de Matar” se aposentou após receber o primeiro diagnóstico de afasia, em 2022. Cerca de um ano depois, a família confirmou que o artista tem demência frontotemporal, também conhecida como DFT.
O que é demência frontotemporal
Paulo Caramelli, especialista em cognição e professor da UFMG, explicou que a DFT é a segunda causa de demência degenerativa mais frequente com início antes dos 65. “Ou seja, de início considerado precoce do ponto de vista de faixa etária”, disse.
A doença se dá pelo acúmulo de “proteínas anormais no cérebro”. Conforme o médico, existem duas características ou duas formas de apresentação clínica da doença. Sendo elas: variante comportamental e variante de linguagem. Na primeira apresentação, o paciente, fundamentalmente, tem alterações de comportamento. De acordo com Caramelli, elas “vão desde apatia ou desinibição, alterações de hábitos alimentares, como preferência por doces, a apresentação de algum tipo de compulsão”.
“São alterações basicamente de comportamento e, em geral, a memória se encontra relativamente preservada pelo menos nas fases iniciais, sobretudo, quando você compara com pessoas com doença de Alzheimer. A maior parte dos casos de Demência Frontotemporal, variante comportamental, a memória não é tão afetada no início e é por isso, por exemplo, que essas pessoas não têm dificuldades de localização espacial. A memória, principalmente essa para trajetos conhecidos, ela segue preservada”, esclarece.
A outra variante é a de linguagem. “A linguagem é a alteração clínica inicial, menos comportamento e também menos memória. De toda forma, são apresentações clínicas que evoluem de forma progressiva e, em fases mais avançadas, fica muito difícil você diferenciá-las. Em geral, a memória não é alterada precocemente ou no início do quadro”, destaca o médico.
Natasha Werneck é jornalista formada pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Foi repórter de Política e Cultura do Jornal Estado de Minas e já atuou em portais como Hugo Gloss e POPline. Foi estagiária da Itatiaia e retornou à empresa em 2023, como repórter de Entretenimento.



