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'Chorei por horas', relembra intérprete de Michael Jackson 17 anos após a morte

Dezessete anos após a morte de Michael Jackson, Marcos Tadeu, criador do personagem Mark Jam, recordou a notícia que o fez chorar por horas e contou o que diria ao cantor hoje

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Mark Jam é intérprete de Michael Jackson desde os 11 anos
Mark Jam é intérprete de Michael Jackson desde os 11 anos • Imagem cedida à Itatiaia

O artista Marcos Tadeu, de 27 anos, mais conhecido como Mark Jam, fã número 1 e intérprete de Michael Jackson, lembra do momento exato em que descobriu a morte do cantor, há exatos 17 anos. O Rei do Pop foi declarado morto às 14h26 (18h26 no horário de Brasília) do dia 25 de junho de 2009, em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Em conversa com a Itatiaia, Marcos, que interpreta Michael desde os 11 anos de idade, contou que estava em casa quando recebeu uma ligação da cunhada e ouviu o que mais temia. "Estavam falando que ele tinha morrido", relembrou.

"No começo eu não queria acreditar. Achei que fosse mentira. Quando a notícia foi confirmada, eu chorei por horas. Eu tinha 11 anos e nunca tinha sentido uma tristeza daquele jeito. Parecia que eu tinha perdido alguém muito próximo. Foi um sentimento muito forte e que eu nunca esqueci", revelou.

Na época em que morreu, Michael Jackson se preparava para a turnê This Is It, que marcaria seu retorno aos palcos com uma série de apresentações em Londres. Sua morte gerou comoção mundial, e ele é lembrado até hoje por milhões de fãs e por sua trajetória artística.

"É até estranho falar em 17 anos da morte dele porque, às vezes, parece que ele nunca foi embora. A presença do MJ continua muito viva. As músicas continuam tocando, os vídeos continuam sendo assistidos e novas gerações continuam descobrindo o trabalho dele", refletiu Marcos.

Morte de Michael Jackson completa 17 anos nesta quinta (25) • Wikimedia Commons
Morte de Michael Jackson completa 17 anos nesta quinta (25) • Wikimedia Commons

Entra ano, sai ano, e, para Marcos, assim como para o personagem Mark Jam, Michael Jackson segue intocável como o maior artista de todos os tempos. No entanto, o intérprete acredita que outros cantores contemporâneos carregam parte do legado deixado pelo astro.

"Acho que ninguém consegue substituir o MJ porque ele foi único. Mas alguns artistas carregam partes do legado dele. Eu vejo isso em muitos. Principalmente quando dançam, dá para perceber, em algum momento, algum passo do MJ no meio", afirmou, antes de citar nomes como Bruno Mars, The Weeknd, Lady Gaga e Beyoncé. "Cada um deles absorveu alguma coisa do que o MJ ajudou a construir na música e nos shows", acrescentou Marcos.

O artista vê o trabalho como intérprete como uma homenagem ao Rei do Pop. "Minha missão não é ser o MJ, porque isso é impossível. Eu sou o Marcos, Mark Jam, fazendo uma homenagem. E minha missão é conseguir transmitir para o público pelo menos um pouco da emoção, da energia e da presença que ele passava quando subia ao palco. Quando alguém sai do show sentindo isso, eu sinto que cumpri meu papel", disse.

À reportagem da Itatiaia, Marcos abriu o coração e revelou o que diria a Michael Jackson se tivesse a oportunidade de encontrá-lo hoje. "Obrigado por tudo que você ensinou através da sua arte. Obrigado pelas mensagens de amor, de respeito ao próximo e de esperança. Obrigado por inspirar milhões de pessoas ao redor do mundo, inclusive eu. E, principalmente, obrigado por mostrar que cada um de nós pode fazer a diferença e ajudar a curar o mundo", declarou.

Morte de Michael Jackson

Michael Jackson morreu aos 50 anos e gerou comoção mundial. Na manhã de 25 de junho de 2009, o cantor sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua residência, no bairro de Holmby Hills, em Los Angeles, e foi socorrido por equipes de emergência.

O artista foi levado ao Ronald Reagan UCLA Medical Center, hospital ligado à Universidade da Califórnia (UCLA), onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu. A morte foi declarada às 14h26 (horário local).

Meses depois, o Instituto Médico Legal de Los Angeles concluiu que a causa da morte foi uma intoxicação aguda por propofol e benzodiazepínicos, medicamentos utilizados para sedação.

A morte foi classificada como homicídio, o que levou à condenação do médico pessoal do cantor, Conrad Murray, por homicídio culposo (sem intenção de matar), em 2011.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.