Caso Diddy: 120 pessoas acusam rapper de abuso sexual, entre elas, um menino de 9 anos
Conforme advogado que representa as supostas vítimas, mas de 25 pessoas que alegam abusos sexuais são crianças ou adolescentes

Uma criança de 9 anos está entre as 120 pessoas que prestaram queixa contra o rapper Sean Combs, conhecido como Diddy, P.Diddy e Puff Daddy, por agressão e abuso sexual. O advogado da firma de advocacia "The Buzbee Law", Tony Buzbee, que representa as vítimas em conjunto com a "AVA Law Group", afirmou que Diddy abusou de vários menores - cerca de 25 vítimas são crianças ou adolescentes.
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Segundo o advogado, um menino de 9 anos foi abusado sexualmente após fazer um teste no estúdio da gravadora Bad Boy Records, em Nova York.
“Outros meninos também estavam lá para fazer o teste”, alegou Buzbee. “Todos eles estavam tentando conseguir um contrato com uma gravadora. Todos eles eram menores de idade. Esse indivíduo [o menino de 9 anos] foi abusado sexualmente, supostamente por Sean Combs e várias outras pessoas no estúdio, na promessa feita a seus pais e a ele próprio de conseguir um contrato com uma gravadora.”, afirmou Buzbee em coletiva de imprensa.
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Em entrevista ao portal americano People, a defesa de Diddy afirma que o caso se tornou um 'circo midiático'. "Ele não pode abordar todas as alegações sem mérito no que se tornou um circo de mídia imprudente. Dito isso, o Sr. Combs nega categoricamente e enfaticamente como falsa e difamatória qualquer alegação de que tenha abusado sexualmente de alguém, inclusive de menores. Ele está ansioso para provar sua inocência e se defender no tribunal, onde a verdade será estabelecida com base em evidências, não em especulações.”, afirmou a advogada Erica Wolf.
Caso Diddy
Sean Combs foi acusado no ano passado, mas o caso voltou a ocupar as manchetes da imprensa internacional após a prisão do rapper. Ele enfrenta acusações de incêndio criminoso, suborno, sequestro, tráfico sexual, associação ilícita e promoção da prostituição.
O rapper costumava fazer ‘eventos sexuais’ chamados de ‘Freak-offs’, onde contratava garotos de programa para fazer sexo com as vítimas. Por vezes ele participava dos atos ou ficava apenas assistindo. Os eventos duravam horas e até dias, com os integrantes passando grandes quantidades de óleo de bebê no corpo e fazendo uso de drogas como cetamina, ecstasy e GHB (Boa Noite Cinderela). Os crimes eram gravados e usados como chantagem.
Caso as vítimas não quisessem participar, elas eram agredidas e ameaçadas por Diddy, como o caso da ex-namorada dele, Cassie, que o denunciou para a Justiça. Outras mulheres também prestaram queixa contra o rapper.
Tudo isso culminou na prisão de Diddy na semana passada. Ele chegou a solicitar o pagamento da fiança, mas teve o pedido negado e segue preso.
Veja a explicação do caso
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento



