Irmã de Samira, do BBB 26, rebate acusações de abandono e defende sister
Depois de Samira contar que viveu em um internato no período que sua mãe enfrentou um câncer, sister foi criticada na web

Samira, do BBB 26, tem sofrido ataques nas redes sociais após contar no reality que morou em um internato durante o período que sua mãe foi diagnosticada com câncer de mama. Yassmin Sagr, irmã da sister, saiu em sua defesa e publicou uma nota nas redes sociais para esclarecer o que aconteceu na época.
Em uma conversa com Milena, na tarde dessa segunda-feira (30), Samira contou que morou em um internato cuja mensalidade custava mais de R$2 mil. Segundo as palavras da participante, ela pediu para estudar no local porque sentia que com o tratamento de câncer da mãe ela perdia a própria identidade, porque não podia sequer cantar em casa.
A cena viralizou rapidamente e internautas descreveram Samira como “egoísta” e “egocêntrica”. Porém, a irmã da sister saiu em sua defesa e explicou o que aconteceu.
Segundo Yassmin, ela e Samira receberam uma bolsa de 80% para estudarem no internato, porque a mãe era funcionária da instituição. Ainda de acordo com o relato, Samira conseguiu um doador anônimo que custeou os 20% que faltavam para o pagamento da mensalidade.
Sobre os custos do tratamento de câncer da mãe, Yassmin explicou que ele foi realizado totalmente pelo SUS, não gerando gastos excessivos para a família. “Ela foi diagnosticada com câncer de mama em 2015 e, ao final de 2016, concluiu a radioterapia e ficou curada.
Mesmo durante o período no internato, a Samira voltava para casa todos os finais de semana para estar com a nossa mãe”, esclareceu.
A jornalista repudiou os ataques recebidos pela irmã e disse considerar baixa a atitude de usar a doença da mãe para afetar Samira. “E não, minha mãe, apesar de ter cogitado, não foi apoiada por mim nem pela equipe a gravar um vídeo para expor algo tão íntimo. Ainda mais para precisar afirmar publicamente que a própria filha esteve ao lado dela.
Minha mãe não vai passar por esse tipo de exposição”, escreveu.
Confira na íntegra o pronunciamento de Yassmin:
"Bom, vamos lá.
Tanto eu quanto minha irmã éramos bolsistas na rede adventista pelo fato de a nossa mãe trabalhar na instituição. Todo filho de funcionário tem direito à bolsa. Quando a Samira foi para o internato, ela conseguiu 80% de bolsa, e o restante foi custeado por uma pessoa que, até hoje, não conhecemos. Essa é uma prática muito comum nessas instituições: pessoas com melhores condições financeiras adotam, de forma anônima, parte dos custos de um estudante. Muitas vezes, nem o próprio doador sabe quem está ajudando.
Quando se fala em “empresário”, é porque, na maioria das vezes, quem participa desse tipo de auxílio são pessoas com maior estabilidade financeira e condições de ajudar alguém.
A Samira conquistou essa bolsa no mesmo período em que nossa mãe descobriu o câncer. Na época, ela pensou em desistir, mas tanto eu quanto nossa mãe a incentivamos a ir, justamente pela qualidade do ensino, uma oportunidade única.
Mais tarde, quando a Samira foi para a faculdade em São Paulo, também estudou em uma instituição da rede adventista que possui um programa de colportagem para estudantes bolsistas. Nesse programa, os alunos vendem livros de porta em porta e utilizam parte do valor arrecadado para pagar a mensalidade da faculdade.
Sobre o tratamento da nossa mãe, tudo foi realizado pelo SUS, com um atendimento de excelência, feito por profissionais extremamente acolhedores e competentes. Ela foi diagnosticada com câncer de mama em 2015 e, ao final de 2016, concluiu a radioterapia e ficou curada.
Mesmo durante o período no internato, a Samira voltava para casa todos os finais de semana para estar com a nossa mãe. Em diversos momentos, inclusive, faltou às aulas para acompanhá-la em procedimentos mais delicados.
Usar o câncer da minha mãe e o fato de a Samira ter recebido uma bolsa para levantar suposições horríveis sobre uma menina de 14 anos é baixo. Extremamente baixo
E não, minha mãe, apesar de ter cogitado, não foi apoiada por mim nem pela equipe a gravar um vídeo para expor algo tão íntimo. Ainda mais para precisar afirmar publicamente que a própria filha esteve ao lado dela.
Minha mãe não vai passar por esse tipo de exposição. Essa também é uma forma de protegê-la, principalmente diante das inúmeras mensagens de ódio que toda a família e amigos vêm recebendo, inclusive mensagens com incitação e ameaças à violência."
Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



