Ana Maria Braga: Quais são os riscos de infecções sucessivas pelo vírus da Covid-19?
A apresentadora do Mais Você, da Globo, foi diagnosticada com a doença pela quinta vez

A apresentadora Ana Maria Braga testou positivo para a Covid-19 pela quinta vez. Em um vídeo nas redes sociais, ela compartilhou seu estado de saúde com os seguidores e explicou que, apesar de não estar com sintomas graves, terá que ficar afastada do Mais Você até se recuperar.
"Estou ótima, estou bem. Além da voz, não estou sentindo nada. Mas deu positivo, e eu não posso [ir apresentar o programa]. Existem regras na Globo que dizem que, se você está com Covid, apesar de esse vírus estar mudando de cara e de fantasia toda semana, praticamente, não é permitido ir para a rede por motivos óbvios. Não é mais um problema sério de saúde, mas ainda requer cuidados", disse a apresentadora, em trecho destacado pelo site do jornal A Gazeta.
De acordo com o infectologista, há evidências de que uma pessoa pode ficar protegida por até seis meses após a infecção, e que o risco de sequelas diminui gradualmente entre dois e três anos após a doença. "No entanto, é claro que se o indivíduo está a todo momento se contaminando pelo vírus, esse risco de sequelas, Covid longa, como chamamos, aumenta", diz.
Ele explica que as infecções sucessivas podem variar em gravidade, dependendo da cepa. "Além da proteção natural que o organismo desenvolve após sucessivas contaminações, a vacinação ainda é a forma mais eficaz de proteger o corpo contra a doença, principalmente as formas mais agressivas", reforça Pandini.
Importância da vacina
O especialista lembra que a vacinação, embora não elimine completamente o risco de infecção, reduz significativamente as chances de evolução para formas graves da doença. "Vale lembrar que a vacinação, apesar de proteger, consideravelmente, contra doenças graves, não elimina a possibilidade de infecção. Então, mesmo uma pessoa vacinada pode ter diversas infecções, uma atrás da outra, se ela não se proteger de outras maneiras", acrescenta o infectologista. Pandini explica que indivíduos vacinados têm até 30 vezes mais proteção contra variantes como a Ômicron em comparação aos não vacinados.
Além disso, pessoas imunizadas têm menor propensão a desenvolver complicações de saúde, embora o risco não seja zero. "É evidente que, após vários episódios de Covid-19, o organismo desenvolve alguma proteção, mas ela não é satisfatória e é temporária", pondera Pandini, acrescentando que a imunidade oferecida pela vacinação é superior à adquirida por meio de reinfecções.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



