Em seu retorno ao sul do Brasil, a atriz
Ao longo da entrevista, ela revelou ter sido muito feliz em sua trajetória profissional, mas também lembrou momentos difíceis em que foi vítima de violência sexual.
“Fui muito assediada no cinema, na TV e no teatro. Mas sou uma pessoa meio bem humorada, divertida, eu tinha algumas saídas para conseguir me salvar. Quando um diretor tentava alguma coisa, queria que eu sentasse no colo dele, eu falava: “ah, mas eu estou tão menstruada, você tem problema com sangue?”, “ah, eu tenho umas feridinhas na genitália, tem problema?” E eles corriam. O constrangimento e o assédio houve, o que me deixou muito humilhada, mas nunca sucumbi. Dava respostas que deixavam os homens enojados. E deixar um homem enojado era o máximo”, disse ela.
Ainda na entrevista, a atriz Vera Fischer
Afastada das novelas, Vera lembrou com carinho de seus primeiros filmes nos anos 1970, em sua maioria formado por pornochanchadas como “Sinal vermelho, As fêmeas” e “A superfêmea”.
“Tenho orgulho em dizer que eu fiz pornochanchadas. Eram cenas revolucionárias no meio da ditadura. Foi um movimento mais alegre e mais aberto contra a ditadura muito fechada”, declarou ela.
A atriz também citou com orgulho o trabalho em “Amor estranho amor”, de Walter Hugo Khouri, lamentando toda a polêmica em torno do filme e do nome de Xuxa Meneghel.
“Sempre procurei entender a Xuxa. Acho que (lutar pela proibição do filme) sempre foi uma coisa mais da equipe, dos agentes dela.”
Miss Brasil em 1969, aos 18 anos, Vera revelou que nunca teve o sonho de ser atriz, mas que foi aceitando os convites. Mesmo tendo feito muitos filmes antes, só passou a se ver como atriz após atuar em “Intimidade”, aos 25 anos.
No momento, a atriz vem se dedicando mais aos trabalhos no teatro, mas sonha pela oportunidade de fazer mais cinema.