Concurso CBMDF: Justiça mantém exigência de barra dinâmica para mulheres
Decisão do TJDFT restabelece teste físico e aponta critérios técnicos para função de bombeiro

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu restabelecer a exigência do teste de barra dinâmica para candidatas mulheres no Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). A decisão é do desembargador Carlos Pires Soares Neto, da 1ª Turma Cível.
Segundo o magistrado, a exigência prevista no edital tem base técnica e científica e está alinhada às demandas do cargo. Ele avaliou que a barra dinâmica é mais adequada para medir a capacidade de força em movimento — considerada essencial para atividades operacionais da corporação.
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Na decisão, o desembargador afirmou que o teste estático, baseado em resistência isométrica, não seria suficiente para avaliar a aptidão exigida para a função. Ele também destacou que a impossibilidade de realizar ao menos uma repetição na barra dinâmica pode indicar falta de força funcional mínima para tarefas como manuseio de equipamentos pesados e atuação em situações de resgate.
A exigência havia sido suspensa no início da semana após uma decisão anterior do próprio TJDFT, motivada por ação popular que questionava o impacto do teste sobre candidatas mulheres. Os autores argumentaram que a prova poderia gerar desigualdade, citando dados de concursos anteriores que apontam maior índice de reprovação feminina nesse tipo de avaliação.
Com a nova decisão, o teste volta a ser obrigatório, retomando as regras originais do edital.
A medida foi comemorada pela vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, que afirmou, nas redes sociais, que o critério já era conhecido pelas candidatas e que houve mobilização de participantes a favor da manutenção da prova.
O caso reacende o debate sobre critérios físicos em concursos públicos das forças de segurança e a busca por equilíbrio entre exigências operacionais e igualdade de condições entre homens e mulheres.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.



