Reino Unido prevê novas restrições ao vape após criança de 12 anos ficar em coma
A vítima sofria de asma e fumava com frequência, inclusive escondendo os vapes para que sua mãe não os confiscassem

O governo do Reino Unido anunciou novas restrições ao uso e venda de cigarros eletrônicos. A proposta pretende deixar os produtos menos atraentes e menos acessíveis para crianças depois do episódio de Sarah Griffin, de 12 anos, que passou quatro dias em coma induzido por uso excessivo de vape.
De acordo com a BBC, a menina sofria de asma e fumava com frequência. Mary, sua mãe, relatou que 'fumar era a primeira coisa que ela fazia quando acordava e a última antes de dormir'. Sarah escondia os cigarros em sua penteadeira, e já fez inclusive buracos no tapete para evitar que fossem encontrados.
Mesmo sendo proibida a venda de vapes para menores de 18 anos, a adolescente conseguia comprar e acabou se tornando dependente de nicotina. Em setembro do ano passado ela sofreu um mal estar e foi levada para o hospital, onde foi constatado que só um dos seus pulmões estava funcionando corretamente.
Ela ficou em coma induzido e foi reanimada após quatro dias, ela sofreu lesões permanentes nos pulmões e precisa fazer exercícios constantes para garantir um bom funcionamento dos órgãos.
"Não comece a fumar porque, depois que você começa, não consegue parar. Basicamente, você só para quando é obrigado, quando a situação é de vida ou morte", diz a jovem em entrevista.
Proposta do governo
O governo do Reino Unido pretende deixar os produtos menos atraentes para os menores, criando restrições tanto para as embalagens quanto para o contato dos menores com os produtos nas estantes das lojas.
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restrição dos aromas e descrições dos vapes para que eles não sejam mais dirigidos às crianças
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manter os vapes fora da vista das crianças nas lojas
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regulamentar as embalagens de vaporizadores para que elas não sejam dirigidas às crianças
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verificar se o aumento do preço dos vapes pode reduzir a quantidade de jovens usuários
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considerar restrições à venda de vapes descartáveis, que, segundo os ministros, estão claramente ligados ao aumento do consumo por crianças e são imensamente prejudiciais ao meio ambiente.
