Entenda o que causou o maior desastre natural do RS nos últimos 40 anos
Passagem de ciclone já deixou 37 mortos somando os dois estados

As fortes chuvas provocadas pela passagem de um ciclone extratropical pela região Sul deixou, até o momento, 37 mortes no Rio Grande do Sul. O sistema causou ainda enchentes, destelhamento de casas, queda de árvores e quebra de pontes naquele que já é o maior desastre natural dos últimos 40 anos no estado.
O ciclone que atingiu o Rio Grande do Sul em julho e deixou 16 vítimas ocupava o posto, conforme afirmou o governo gaúcho na época. O estado de Santa Catarina, que também foi atingido, registrou uma morte.
O sistema se formou na última segunda-feira (4) no Sul do Brasil e provocou muita chuva, fortes rajadas de vento e até queda de granizo nos estados da região.
Alto volume de chuvas
Em entrevista à CNN, a meteorologista da Climatempo Maria Clara Sassaki contou que algumas cidades do Rio Grande do Sul registraram, apenas nessa primeira semana, toda a chuva prevista para o mês de setembro.
“Essa grande quantidade de chuva mantém o alerta ao longo dos próximos dias, mesmo que o tempo esteja mais firme, porque a água demora ainda para escoar. Os rios acabam extravasando, provocando novas enchentes, novos deslizamentos”, explicou.
Segunda maior enchente da história do Rio Taquari
Essa é a segunda maior enchente da história do Rio Taquari, que alcançou 29,62 metros. A maior cheia já registrada aconteceu em 1941, quando o rio chegou a 29,92 metros.
Segundo o último boletim da Defesa Civil Municipal de Lajeado, o nível da água começou a baixar na terça-feira, por volta das 16h, mas ainda segue no estado de inundação.
A última medição, feita às 5h, apontou 26,58 metros. A Defesa Civil Estadual do RS manteve o alerta para inundação do Rio Taquari ativo até as 13h desta quarta.
Ciclones estão mais frequentes?
A frequência de formação dos ciclones extratropicais não está acima do normal, conforme explicou a meteorologia Maria Clara Sassaki em entrevista à CNN. Segundo a especialistas, o que mudou foi a intensidade dos sistemas.
“As águas dos oceanos estão mais quentes do que o normal e isso aumenta a intensidade dos ciclones extratropicais, por isso a gente tem chamado a atenção para esses sistemas que vem com rajadas de vento acima do normal, tempestades muito próximas umas das outras. A água mais quente serve de combustível para que essas áreas de baixa pressão ganhem intensidade”, explicou.
Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.
