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Teuda Bara comemora os 40 anos de carreira no cinema com um novo filme

Atriz do Grupo Galpão estreou na telona em 1983, com o drama de costumes ‘Idolatrada’ e está no longa-metragem ‘Peixe Abissal’

Teuda Bara estreou no cinema em 1983 e, 40 anos depois, acaba de participar do filme ‘Peixe Abissal’, lançado em Tiradentes

Uma festa luxuosa celebra os 50 anos de casados, as tradicionais bodas de ouro, de Luís e Alice. No entanto, algo não sai como o esperado e, com a melancolia que traz o fim de cada festa, um segredo do passado vem à tona: uma paixão devastadora.

Em 1983, há 40 anos, Teuda Bara estreou no cinema com o filme “Idolatrada”, ao lado de José Roberto Alvarenga, Denise Bandeira, Mário Lago, José Mayer, Maria Lúcia Dahl e outros astros da dramaturgia nacional, com direção de Paulo Augusto Gomes.

Esse drama de costumes foi a primeira experiência da lendária atriz do Grupo Galpão, mineira de Belo Horizonte, na telona, mas Teuda não parou por aí. Atuando nos palcos de teatro desde 1975, emendou mais duas produções cinematográficas na sequência, em 1984 e 1985, como a prostituta de “Dois Homens para Matar”, de Paulo Leite Soares, e na pornochanchada “Ela e os Homens”, com roteiro de Alcione Araújo e Wanda Fernandes, colega de Galpão, falecida em 1994, num acidente de carro, no elenco. Ainda de BH, havia Wilma Henriques, considerada a primeira-dama do teatro mineiro.

Prêmios. Teuda passou a se dedicar exclusivamente ao Grupo Galpão até retornar ao cinema, uma década mais tarde, com o longa-metragem “Menino Maluquinho – O Filme”, sob a direção de Helvécio Ratton. Entre filmes de menor repercussão, voltou a chamar atenção por sua participação carismática em “O Palhaço”, dirigido por Selton Mello, em 2011.

O curta-metragem “Abrigo ao Sol”, de Emerson Evêncio, trouxe o reconhecimento da crítica com prêmios e indicações em festivais, o que voltou a se repetir em 2019, quando faturou o renomado Prêmio do Festival Internacional de Brasília na categoria melhor atriz em curta-metragem, com “Ângela”, de Marilia Nogueira.

Na sequência, interpretou a si própria em “Éramos um Bando” e deu vida a Iolanda no filme “Noites de Alface”, de 2021. Recentemente, pôde ser vista na Mostra de Cinema de Tiradentes em “Peixe Abissal”, de Rafael Saar, película que investiga o universo poético do cantor, compositor, escritor e artista plástico Luís Capucho, que, desde a década de 1990, convive com o vírus da AIDS.

Na pele de Dona Luzia, Teuda Bara contracena com Ney Matogrosso, que vive Netuno, Marcos Sacramento, o próprio Capucho, dentre outros. E, aos 81 anos, já não há mais sombra de dúvida de que Teuda Bara é uma das mais importantes atrizes do Brasil.

Cinematografia de Teuda Bara

1983 – Idolatrada

1984 – Dois Homens para Matar

1985 – Ela e os Homens

1995 – Menino Maluquinho: O Filme

1999 – Outras Estórias

2002 – Samba-Canção

2005 – Vinho de Rosas

2007 – O Crime da Atriz

2008 – Os Filmes Que Não Fiz

2009 – O Contador de Histórias

2010 – Ponto Org

2011 – O Palhaço

2012 – La Playa

2013 – Abrigo ao Sol

2015 – Hipocrates

2017 – As Duas Irenes

2017 – As Formigas

2017 – O Natal de Rita

2019 – Ângela

2022 – Febre

2023 – Peixe Abissal