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Acusados de matar empresário a tiros de fuzil são julgados em Belo Horizonte 

Adriano Costa Vale foi morto saindo de casa, em carro blindado, após ser atingidos por mais de 50 disparos; crime pode ter relação com tráfico de drogas 

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Adriano Costa Vale foi morto saindo de casa, em carro blindado, após ser atingidos por disparos de fuzil
Adriano Costa Vale foi morto saindo de casa, em carro blindado, após ser atingidos por disparos de fuzil  • Fórum I Divulgação

Os acusados de matarem o empresário mineiro Adriano Costa Vale são julgados nesta segunda-feira (22), cinco anos após o crime, em sessão no prédio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na avenida Raja Gabaglia. A vítima, na época com 37 anos, foi morta a tiros de fuzil quando saía de casa em carro blindado, no bairro Santa Cruz, região Nordeste de Belo Horizonte, em 2018.

Estão sendo julgados, Cássio Nascimento Vale e Lucas Carvalho Costa, que está foragido. Conforme informações do Fórum, todas as testemunhas foram dispensadas e a promotoria iniciou as acusações por volta das 9h30, com tempo total de duas horas e meia.

Após a fala da promotoria, a defesa terá as mesmas duas horas e meia para argumentação. A previsão é de que o júri termine na noite desta segunda-feira (22).

Entenda o caso

O empresário Adriano Costa Vale foi assassinado em 26 de outubro, de 2018, quando saía de casa e foi surpreendido por homens armados com fuzil que dispararam mais de 50 vezes.

De acordo com o Ministério Público, o crime foi cometido por motivo torpe, "em razão de divergências atreladas à criminalidade e por acreditar que a vítima fornecia informações a integrante de grupo criminoso rival."

Para matar o empresário, os acusados abordaram a vítima "sorrateiramente", na rua, atingindo-o várias vezes dentro do carro. Na época, a avó do Adriano com 83 anos estava com ele e acabou ferida com estilhaços de bala.

Na época do crime, a Polícia Civil (PC) esteve no local e adiantou que o assassinato poderia estar relacionado com o tráfico de drogas. Adriano tinha passagem por assalto, em 2005. Dois anos depois, o pai da vítima também foi assassinado a tiros.

Um dos acusados desceu empunhando um fuzil e atirou 31 vezes contra a Chevrolet Captiva da vítima. Os outros suspeitos efetuaram disparos com pistolas nove milímetros e .40. Apesar de o veículo ser blindado, os tiros perfuraram a lataria e acertaram Adriano, que morreu no local.

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Jornalista graduada em 2005 pelo Centro Universitário Newton Paiva, com experiência em rádio e televisão. Desde 2022 atua como repórter de cidades na Itatiaia.