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Ouro Preto e Mariana: frio atrai turistas e movimenta a economia das cidades históricas de Minas   

A região é repleta de pousadas, vilas e trilhas, o que aquece o turismo de inverno

Ouro Preto está entre as cidades histórias preferidas pelos turistas durante o inverno

"Aqui nasceu Minas Gerais". Essa placa se refere à Vila Rica e Vila do Carmo. Mas, você deve conhecer essas duas importantes cidades de Minas Gerais pelos nomes atuais: Ouro Preto e Mariana. Distante cerca de 100 quilômetros de BH, as cidades histórias ficam na região Central do estado. Instaladas ao pé de várias montanhas e com diversos cursos d’água, a região é úmida e fria.

Ouro Preto tem cerca de 75 mil habitantes e fica a 1.100 metros acima do nível do mar. Se não bastasse o centro histórico absolutamente incrível, com monumentos projetados pelos maiores arquitetos do período barroco, a cidade tem 12 distritos com belezas naturais encantadoras.

São de dois a três mil visitantes por final de semana, número que aumenta nos períodos mais frios do ano – entre maio e agosto.

Na Rota do Frio, material especial preparado pelo repórter da Itatiaia João Felipe Lolli com imagens da produtora multimídia Naice Dias, a equipe encontrou com a dentista Carol Cunha, de 24 anos, que saiu de Salvador, na Bahia, e percorreu 1.300 quilômetros para chegar em terras mineiras.

Cidades aproveitam o inverno para faturar

"A gente saiu do calor para o frio. A gente sabia que aqui ia estar mais frio, mas não esse frio todo. Mas, a gente tá gostando porque a gente gosta do friozinho também. Calor a gente já tá acostumado lá. Para aguentar o frio o café e a cachaça são os pontos principais para gente se esquentar, mas o sol tá ajudando também e a andadinha pela cidade e as ladeiras ajudam."

Carol estava com a família comprando peças de artesanato na tradicional Feirinha de Pedra Sabão – rocha formada principalmente por talco, além de outros minerais, e que é abundante na região. Em frente à feirinha, bem perto da Praça Tiradentes, fica o casarão construído no século 18 e que é sede da Secretaria de Cultura e Turismo.

A historiadora Margareth Monteiro, de 58 anos, é a responsável pela secretaria e destaca a gastronomia e a cultura como principais atrativos da cidade.

"O forte é sem dúvida nenhuma o turismo cultural considerando que Ouro Preto é um patrimônio mundial. Então, as igrejas, os museus, os memoriais, a própria cidade como um museu aberto, uma cidade viva está preparada para receber o visitante. A gastronomia, sem dúvida nenhuma, é um grande atrativo. Temos o bambá de couve, a canjiquinha, o feijão tropeiro, a feijoada."

Lavras Novas

Distante 18 quilômetros do centro histórico de Ouro Preto está o distrito de Lavras Novas. São aproximadamente 1.500 moradores na vila, que chega a receber 5 mil turistas na alta temporada. Gerente do restaurante de uma das principais pousadas do lugar, Liliane Maia, de 39 anos, destaca que o frio é um aliado.

"O frio chama o cliente, além do fato de subir a serra, né? Um charme a mais e as pessoas gostam de passar esse friozinho, um bom vinho, uma lareira. Um amor do lado."

Quem curtia o frio com bebidas quentes e boa comida, bem ao lado da lareira, era o casal Luciany e Robson Moreira, turistas de Naque, no Vale do Rio Doce. Eles escolheram o frio para comemorar 30 anos de casamento.

"Frio é bem aconchegante. A gente prefere essas épocas assim do frio, para poder fazer essa viagem."

Santo Antônio do Salto

Perto de Lavras Novas e distante 31 quilômetros do centro de Ouro Preto está o distrito de Santo Antônio do Salto. Quem gosta do turismo mais próximo da natureza, com cachoeiras, trilhas e passeios de moto ou jipe, este é o lugar.

Comprada em 1982, a propriedade de Ely Souza era degradada. Hoje, 40 anos depois, 50 hectares foram reflorestados, com 20 nascentes recuperadas. O espaço conta ainda com geradores de energia solar. São nove apartamentos triplos e duas casas, que podem receber até 40 pessoas. O ex-aventureiro de jipe, Ely diz que o lugar é o paraíso da aventura.

"Antes, quando vinha o frio dava aquela névoa seca. Hoje não. Hoje, quando vem frio dá aquele ar gostoso, gelado, puro. Ficou muito bom. Muitas pessoas procuram essa época pra tomar um vinhozinho, comer um queijinho. Tem a lareira no restaurante, as caminhadas trekking."

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