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Consulta pública sobre Novo Ensino Médio termina nesta quinta-feira (6)

Sugestões enviadas servirão como base para mudanças a serem realizadas na reforma

O MEC tem 30 dias para produzir um relatório com base nas sugestões dadas na consulta pública
O MEC tem 30 dias para produzir um relatório com base nas sugestões dadas na consulta pública • Fernando Frazão / Agência Brasil

A consulta pública lançada pelo Ministério da Educação (MEC) para coletar opinião de alunos, professores, gestores e entidades da educação sobre o Novo Ensino Médio acaba nesta quinta-feira (6).

A abertura de espaço para opinião da população veio após fortes críticas de diversos setores da sociedade ao formato proposto para o currículo desse ciclo de ensino. O Novo Ensino Médio foi implementado no início de 2022, com várias mudanças em relação ao modelo anterior, entre elas, a diminuição da carga horária de currículo comum e obrigatório, a criação de itinerários formativos e a possibilidade de uso do ensino à distância.

Entre as principais críticas está a questão dos itinerários formativos. Disciplinas implementadas pelas escolas viralizaram na internet pela pouca relevância dentro o currículo pedagógico formal, como "brigadeiro caseiro", "RPG, "o que rola por aí". Escolas alegam pouca estrutura e falta de equipe especializada para a implementação de oficinas e cursos mais robustos e pertinentes.

Nos últimos meses, houve reivindicação, por parte de alguns grupos e entidades, pela revogação da reforma. Contudo, a consulta pública, feita por meio de assembleias, webinars e formuláro online, visa coletar material para avaliar possíveis mudanças no projeto, sem revogá-lo.

O que acontece agora

O MEC tem, a partir do fim da consulta, 30 dias para produzir um relatório com base nas sugestões enviadas durante o processo.

Esse material servirá como base para as possíveis mudanças a serem realizadas. Essas alterações serão feitas por meio de portarias ou resoluções do Conselho Nacional de Educação.

Novo Ensino Médio

O Novo Ensino Médio está previsto em lei aprovada em 2017. Com o modelo, parte das aulas é comum a todos os estudantes do país, direcionada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na outra parte da formação, os próprios alunos escolhem um itinerário para aprofundar o aprendizado. Entre as opções está dar ênfase, por exemplo, às áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico.

(Com Agência Brasil)