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Textor critica ambiente do Nilton Santos e valoriza ano do Botafogo: 'Progresso'

Proprietário da SAF alvinegra, o empresário americano esteve presente no estádio, neste domingo (3), no jogo com o Cruzeiro

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John Textor após a partida entre Botafogo e Cruzeiro, no Nilton Santos
Matheus Dantas/Itatiaia

Presente no Estádio Nilton Santos neste domingo (3), John Textor não deu respostas para a reta final do Botafogo em 2023. Após o empate sem gols com o Cruzeiro, que acabou com as chances de título, o empresário norte-americano admitiu a "dor", mas fez questão de valorizar o progresso do clube desde o início de sua gestão, em 2022.

"Os torcedores não gostam de ouvir isso, mas tivemos progresso. Saímos da Série B, disputamos a Sul-Americana esse ano, vamos lutar por mais três pontos na rodada final e vamos disputar a Libertadores em 2024. Isso é progresso", afirmou John Textor.

"É doloroso. Eu sinto pelos torcedores. Não sei o que criou tanta angústia, ansiedade, dor. Eu vim ajudar, esses jogadores vieram ajudar. Eles não criaram 30 anos de luta. Eu não criei. Estamos tentando consertar, passo a passo", completou o proprietário da SAF do Botafogo.

John Textor só pôde ir ao estádio por conta de um efeito suspensivo obtido pelo clube após a decisão do STJD, na última sexta (1), quando o Tribunal suspendeu e multou o dirigente - relembre.

No Rio de Janeiro, Textor viu o time amargar a nona rodada do Brasileirão sem vitórias. São cinco empates e quatro derrotas, o que fez o Alvinegro deixar a primeira posição e cair para o quinto lugar.

Decepcionado com os resultados, o dirigente falou sobre o "ambiente difícil" no estádio nesta noite.

"Eu estou aqui há 18 meses. Peguei um clube em processo de falência que tinha só três jogadores com experiência de Série A. Alguns desses homens que hoje não são apreciados foram os que nos fizeram sonhar. Eles estão trabalhando em um ambiente muito difícil, tentando se encontrar novamente. São jovens que nos deram momentos incríveis neste ano. Mas é muito decepcionante a forma como encerramos o campeonato. Não conseguimos nos reencontrar. Não soubemos lidar com alguns desafios, especialmente de fora do campo. É decepcionante", concluiu o proprietário da SAF alvinegra.

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.