Atlético: saiba por que Peter Grieve e Grupo City não assumiram SAF
O CEO Bruno Muzzi concedeu entrevista na sede do Atlético, nesta quinta-feira (13), e tirou dúvidas da imprensa sobre SAF

Nesta quinta-feira (13), o Atlético convidou jornalistas para entrevista coletiva com Bruno Muzzi, CEO do Alvinegro. O encontro na sede de Lourdes aconteceu para esclarecer dúvidas sobre a transformação do clube em Sociedade Anônima do futebol (SAF). Uma delas, sobre a possível frustração em tratativa com o Grupo City.
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De acordo com Muzzi, em momento algum houve proposta formal de nenhum grupo de investimento internacional para assumir a SAF do Galo.
"Desde o início do ano, estávamos pensando num plano B. Tínhamos até um outro, até pelas dificuldades que vínhamos encontrando. A estrutura que queremos hoje, com Galo Holding, associação, percentuais, investidores, é exatamente a mesma. O que mudou foi qual o tamanho do xeque do investidor. Queríamos um ainda maior para dar conta do endividamento, mas o que temos na mesa hoje são estas condições", iniciou a resposta.
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"O City - grupo que recentemente comprou a SAF do Bahia e que tem outros clubes pelo mundo - nunca fez proposta, assim como o Fenway (Sports Group), dono do Liverpool. Muito relacionado pelo perfil do clube e da dívida, e do que gostariam. Nunca houve proposta formal, apenas conversas. Não eram perfis que a gente buscava. Basicamente o que o City gostaria era ter 90% das ações e utilizar do clube para formar jogadores e fazer a transição para a Europa", explicou.
Peter Grieve
Um dos nomes mais falados desde o ano passado era o do norte-americano Peter Grive. Após insucesso para entrar na SAF do Botafogo, o empresário tentou comprar ações do Atlético. Contudo, sem acordo na reta final.
"O Peter Grieve foi um deste investidores que se aproximaram bastante e ainda pode apresentar um fundo se quiser entrar, mas o fato é que vinha se falando num potencial controle, mas hoje não tem esta possibilidade. No modelo atual, de uma SAF caseira, 75% serão de controle dos 'Rs', finalizou Muzzi.
Dia da votação
No próxima quinta (20), haverá reunião extraordinária com os conselheiros para a votação. Para que o modelo proposto seja aprovado, serão necessários 2/3 de votos "sim". O Conselho Deliberativo tem atualmente 420 membros.
O processo será feito de forma presencial ou remota, para aqueles que não puderem comparecer à sede do Atlético, e será encerrado às 18h da sexta (21).
Modelo de SAF do clube
A princípio, o plano apresentado pelo colegiado para formação da SAF prevê investimento imediato de R$ 913 milhões por parte de empresários atleticanos. Um bolo desta quantia deve ser utilizado para quitar dívidas onerosas (bancos, que geram juros, por exemplo).
As dívidas totais do clube (incluem a Arena MRV, estádio do Atlético), que estão entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhões, ficarão sob a responsabilidade da SAF. A nova empresa, chamada Galo Holding, que contará com dois fundos investidores, teria 75% das ações da Sociedade Anônima. O Atlético (associação) ficaria com 25%.
Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).
