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Skaf defende que debate sobre escala 6x1 fique para 2027

Durante CNN Talks, empresário defendeu que a discussão técnica sobre a jornada de trabalho acaba sendo prejudicada pelo calendário eleitoral

Por, Belo Horizonte
2 de 11Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), durante Painel "O impacto no setor produtivo" no evento CNN Talks • Agência Atacama

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou nesta sexta-feira (20) que o debate sobre o fim da escala 6x1 não deve ocorrer em 2026. Durante o fórum CNN Talks, realizado na capital paulista, o empresário defendeu que a discussão técnica sobre a jornada de trabalho acaba sendo prejudicada pelo calendário eleitoral.

Para Skaf, o tema exige uma análise profunda de custos e das diferentes realidades do mercado brasileiro, o que não ocorreria de forma isenta neste ano.

"Para mim, esse tema tem que sair do ano eleitoral. Os nossos deputados não estarão à vontade para votar a favor ou contra, principalmente pela falta de conhecimento e debate, só porque o assunto parece fazer bem à sociedade. Para mim, esse assunto é para 2027, não para 2026", cravou o presidente da Fiesp.

'Vários Brasis'

O empresário destacou que cada setor da economia possui uma dinâmica própria e que uma regra única e "engessada" poderia prejudicar a produção.

Skaf pontuou que a realidade da agricultura não é a mesma da construção civil ou do setor de saúde. Ele defendeu que o foco deveria ser a liberdade do trabalhador em negociar sua jornada, afirmando que a redução do teto atual de 44 horas semanais pode impedir que profissionais ganhem mais.

O Evento

O CNN Talks deste ano abriu o calendário de discussões focando no "Futuro da Jornada de Trabalho". Além de Skaf, participaram nomes como Luiz França (Abrainc) e Vander Giordano (Abrasce).

O debate ocorre em um momento de forte pressão em Brasília para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho seja votada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda no mês de abril.

 

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